«O Passos Coelho também era pobre?»

pergunta a menina filha de emigrantes portugueses da escola no Luxemburgo.

passoscoelho

e responde o bacoco do Crato, que não, que não era, que achava que não era, com os presuntos atrás das costas integrado numa comitiva de ar salazarento.

e depois o Coelho a dizer que o pai era médico e a mãe enfermeira, e a criança a retorquir-lhe que a mãe em Portugal trabalhava em 6 cafés, sabe lá a miúda o que é ter um pai médico e uma mãe enfermeira, se o que ela viu foi a mãe a fazer as malas para sair de uma terra ingrata, governada por uma corja de incompetentes e aproveitadores.

Estive no Luxemburgo há uns 4 anos e portugueses há-os por todo o lado, feios, feios, feios, nunca vi portugueses tão feios como no Luxemburgo, perdoem-me malta, mas só vi feios, deve ser do clima que está sempre pardacento e merdoso e vos faz macilentos. Mas o que têm de feios têm de bom coração, de simpatia e de cordialidade. Depois, trabalham de sol a sol, é ou não é pessoal? É de noite e dia e o dia lá acaba cedo porque não abunda sol por aquelas bandas, é nos táxis, nos supermercados, nas lojas disto e daquilo, nos guichés dos bilhetes, nas portarias das salas de espetáculos, nos autocarros, há portugueses por todo o lado e fala-se português em qualquer rua, em qualquer sala, em qualquer transporte.

«em Portugal apesar de tudo as coisas têm vindo a melhorar», diz o idiota aos portugueses do Luxemburgo que não são parvos e só lá estão porque as coisas em Portugal, sobretudo, têm vindo a piorar!

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