Há orvalho em Junho

Gladíolo orvalhado na minha horta
Gladíolo orvalhado na minha horta

Falar com o Senhor João, negro cabo-verdiano que cultiva um talhão de horta tal como eu, é uma delícia e aprende-se muito. É um homenzarrão de boa carne apesar de ter talvez um sessenta e tal anos, perto de 70. Conta-me muita coisa da vida e eu encantada, eterna palerma-alegre, diz que a minha terra é difícil de trabalhar, que não é para mão de dama, que é para homem de mão pesada, que sempre trabalhou de sol-a-sol e que não gosta de folia. E eu olho para ele, sorrio-lhe e lembro-me disto.

Um outro colega hortelão ofertou-me hoje um instrumento de trabalho. Nunca um homem com o intuito de me agradar, que eu sei, me tinha oferecido um instrumento para a terra. Diz que serve para arrancar ervas daninhas sem andar de rabo no ar, posição aliás em que ando constantemente. O homem afinal prefere ver-me na vertical. Ok, parece-me sério.

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