Inconstâncias

Eu, hoje, em Maio de chuva em Lisboa, com roupas de Inverno e sapatos de Verão. À noite nas leituras encontrei esta pérola. Por acaso também já sabia dos Invernos nas Primaveras.
Eu, hoje, em Maio de chuva em Lisboa, com roupas de Inverno e sandálias de Verão. À noite nas leituras encontrei esta pérola. Por acaso também já sabia dos Invernos nas Primaveras.

16.5.13

 

Confesso-te que a tua inconstância me ofende.
Sempre defendi a liberdade de cada ser fazer
o que lhe vem à cabeça e ao coração
não a infidelidade:
que cada um viva a fundo
as mudanças que assume.
Mas tu não:
apareces
um dia todo calorosos afagos
convences-me
a tirar a roupa
e eu solto-me para ti
radiante
desabrochada!
Mas no dia seguinte
já és outro:
gelado e de cenho carregado.
Como hoje.
Nem um único raio de Sol soltaste
para me fazeres um carinho.
Nem sequer me saudaste.
Esqueceste
os passados afagos.
Pago-te com a mesma moeda:
concentro-me na escrita e faço que não te conheço
inconstante Tempo
dantes não eras assim!
Falam de alterações climáticas
e de que a culpa é nossa!
Só sei que estou ofendida
ressentida
enfiada de novo
nas minhas roupas de Inverno!

Teresa Rita Lopes

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