Instruções para salvar o mundo

2013-04-16 23.22.25

Edição de 2008, ofereceram-mo talvez em 2010, li-o agora em 3 tempos. Pelas características das personagens a história prende-nos irremediavelmente desde a 1ª página. De que fala? Do banalíssimo dia-a-dia, dos que choram, dos que bebem, dos que fogem, dos que deixaram de amar, dos que morrem, dos que se estão nas tintas, dos que fazem uma asneira, dos que perdoam. Salva-se o mundo com um pequeno gesto de comportamento de uma pessoa para outra pessoa. Pode ser meramente casual, ou por um rasgo de loucura, ou por um deixa lá, ou por um ataque suspeito de bondade, ou porque nesse dia havia qualquer coisa escrita nas estrelas. Podemos salvar os mundos uns dos outros sem dar conta de que isso vai acontecer. É o acaso, o dia exacto na hora exacta, a teoria das coincidências e a lei da serialidade de Kammerer.

Depois de se acabar este livro fica-se necessariamente a pensar. Enquanto o lemos só o queremos ler, por isso é que o pensar fica para o fim. Também se pode chorar no final, não porque termine de forma infeliz, bem pelo contrário, mas porque dependerá do formato de vida de quem o lê. Eu chorei.

Obrigatório.

E diz assim a terminar:

«É que a Humanidade divide-se entre aqueles que sabem amar e aqueles que não sabem.»

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2 thoughts on “Instruções para salvar o mundo

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