Portugal radical

austeridade

O Pacheco Pereira, PSD da Quadratura do Círculo tem razão: estes fdp sabiam perfeitamente do chumbo das medidas consideradas anti-constitucionais. Os 1100 M euros que vão entregar em subsídios são peanuts perto do que vão realmente arrecadar com as alterações estruturais e substanciais que, com toda a liberdade, poderão fazer usando o excelente álibi que ganharam: «a Troika não nos dá dinheiro se não aplicarmos mais medidas de austeridade». Foi um golpe de mestre arquitectado, manipulado e concretizado por Gaspar, o engenheiro da manobra, só ele tem realmente cabecinha para ver o que os outros nem em fantasias vêem. Passos Coelho, por sua vez, cumpre cada vez melhor o papel que Gaspar lhe dá e aquele discurso domingueiro agressivo e de ar incomodado foi uma representação muito bem conseguida. Gaspar ficou certamente contente com o pequenote que, obviamente, considera um simples idiota. Saltará imediatamente para cima da mesa o famoso relatório do FMI, encomendado pelo governo português, vulgo Gaspar, que causou tantos cheliques em Janeiro passado.
Gaspar nunca defraudará os seus amigos, colegas de profissão, todos pertencentes à faminta máquina tecnocrata que são as instituições europeias – BCE, Banco Central da Alemanha, Eurostat, Comissão Europeia, Parlamento Europeu and so on, foram todos colegas de departamento, alguns partilharam gabinete, sentaram-se às mesmas mesas de reunião e tiveram objectivos concorrentes em projectos. Escreveram papers em conjunto, citaram-se uns aos outros, almoçaram em grupo no refeitório e as famílias passaram a conhecer-se.
Gaspar sairá um destes dias de Portugal e integrará a presidência de uma destas instituições ou quem sabe lá, se Washington, DC não estará bem perto.
Portugal continuará pobre, a pagar dividas e a ter governos que pouco mais podem fazer que não seja controlar a coisa para evitar a bancarrota.

At the request of the Portuguese authorities, a mission from the International Monetary Fund’s Fiscal Affairs Department (FAD) visited Lisbon during October 25–November 7, 2012 to provide: (i) technical advice on selected public expenditure reform options; and (ii) to offer a workshop on technical aspects on including the outcomes of public expenditure reviews into the budget process.

6 thoughts on “Portugal radical

  1. outra vez.
    já tinha sido assim quando foi sobre a aplicação da TSU.
    para deixar cair essa medida logo de seguida.
    e porque?
    é uma táctica como qualquer outra. uma filha da putisse. como qualquer outra.
    quando se quer fazer passar uma medida bruta, inventam se medidas ainda mais brutas. meia duzia delas vá. são estas que se deixam cair quando der muito estrondo.
    o resultado prático é o mesmo. no caso da TSU ía buscar 7% a cada pessoa que trabalha. MAIS 7% portanto. um escandalo! não pode ser diz o idiota do presidente.
    tá bem – diz o bonzinho gaspar. todos sossegam o pito porque o gaspar deixa cair as medidas “ainda mais brutas”
    as outras já passaram. comeram nos o cú e nem demos por nada. depois é que dói.

    aqui vai ser a mesma coisa. sabiam perfeitamente que não ía passar os cortes dos subsidios e das pensoes. manda se embora o relvas que dá mau aspecto, e tenta se vitimizar com o mauzão do TC que fez tanto mal ao país e está justificada mais uma entrada a fundo, no bolso das pessoas. nos empregos das pessoas. nos serviços publicos de que as pessoas precisam, e num estado social que era justo e funcionava.
    não morria ninguem à porta de um hospital.
    vai passar a morrer porque nao tem nenhum seguro de saude.
    qualquer um podia aceder a um tribunal e requerer justiça. tentar pelo menos. vai ficar, ou já é coutada dos que podem pagar escritórios de advogados.
    e finalmente a escola. queres estudar? os paizinhos têm que pagar para haver escola.

    é assim que age quem está de má fé. estão pra foder Portugal.
    e estamos TODOS a deixar.
    age assim quem está pra se vingar, ou quem está para conseguir uma merda duma promoçao num qualquer emprego daqueles merdosos e altamente bem pagos na europa.

    não se iludam. quem ocupa os lugares de poder em portugal são filhos de retornados que querem vingança. e outros que procuram emprego. emprego daquele bom. em empresas de lucro garantido. monopolistas. não as há? arranjam se! galps e edps e etc
    exemplos não faltam. vejam onde foram parar o cabrao do catroga e a cardona. que se tome isso como exemplo.

    é disto que se trata. vender as companhias, mas com os amigalhaços lá dentro.
    como as empresas já estão na mão de privados, é um emprego seguro. ninguem os tira dali.

    bom né?

    querem lá saber da vida das pessoas pá. executam o que já está decidido e vão à vidinha deles.

    está na hora.
    está na hora…

    paulo

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