Pensão Amor

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7 thoughts on “Pensão Amor

  1. Quanto de ti, amor, me possuiu no abraço
    em que de penetrar-te me senti perdido
    no ter-te para sempre –

    Quanto de ter-te me possui em tudo
    o que eu deseje ou veja não pensando em ti
    no abraço a que me entrego –

    Quanto de entrega é como um rosto aberto,
    sem olhos e sem boca, só expressão dorida
    de quem é como a morte –

    Quanto de morte recebi de ti,
    na pura perda de possuir-te em vão
    de amor que nos traiu –

    Quanta traição existe em possuir-se a gente
    sem conhecer que o corpo não conhece
    mais que o sentir-se noutro –

    Quanto sentir-te e me sentires não foi
    senão o encontro eterno que nenhuma imagem
    jamais separará –

    Quanto de separados viveremos noutros
    esse momento que nos mata para
    quem não nos seja e só –

    Quanto de solidão é este estar-se em tudo
    como na ausência indestrutível que
    nos faz ser um no outro –

    Quanto de ser-se ou se não ser o outro
    é para sempre a única certeza
    que nos confina em vida –

    Quanto de vida consumimos pura
    no horror e na miséria de, possuindo, sermos
    a terra que outros pisam –

    |______
    Oh meu amor, de ti, por ti, e para ti,
    recebo gratamente como se recebe
    não a morte ou a vida, mas a descoberta
    de nada haver onde um de nós não esteja.
    ________|
    (Jorge de Sena in Sinais de Fogo)

      1. “Quando tinha 14 anos, esperava ter uma namorada algum dia.
        Quando tinha 16 anos tive uma namorada, mas não tinha paixão. Então percebi que precisava de uma mulher apaixonada, com vontade de viver.

        Na faculdade saí com uma mulher apaixonada, mas era emocional demais. Tudo era terrível, era a rainha dos problemas, chorava o tempo todo e ameaçava suicidar-se. Então percebi que precisava de uma mulher estável.
        Quando tinha 25 encontrei uma mulher bem estável, mas chata. Era totalmente previsível e nada a excitava. A vida tornou-se tão monótona, que decidi que precisava de uma mulher excitante.

        Aos 28 encontrei uma mulher excitante, mas não consegui acompanhá-la. Ia de um lado para o outro sem se deter em lugar nenhum. Fazia coisas impetuosas, que me fez sentir tão miserável como feliz. No começo foi divertido e eletrizante, mas sem futuro. Então decidi buscar uma mulher com alguma ambição.
        Quando cheguei nos 31, encontrei uma mulher inteligente, ambiciosa e com os pés no chão. Decidi casar-me com ela. Era tão ambiciosa que pediu o divórcio e ficou com tudo o que eu tinha.
        Hoje, com 40 anos, gosto de mulheres com mamas grandes. E pronto! ”

        Luís Fernando Veríssimo

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