Food Surfing

Surfing-Teddy-Bears1

Estas coisas novas do não-sei-quê-surfing agradam-me. São modernaças e lembram-me movimento. Movimento é dinamismo, são bichos-carpinteiros. Tenho-os em excesso. Depois revelam um lado muito simpático do humano que é a partilha. Partilha é troca, porque como dizia o outro santinho, «não há almoços grátis» mas, a vantagem do surfing é que parece que há. Mas não há. O surfing transporta-nos para os primórdios da economia quando ela se fazia por trocas directas sem moeda garantindo entretanto a subsistência. Ainda não inventaram um imposto para taxar o meu trabalho de lavagem da louça do jantar para o qual fui convidada a aparecer. No entanto, enquanto me lavam a louça posso estar a adiantar um relatório para o trabalho ou a construir um site para vender os produtos artesanais que produzo, na Internet.

Ok, entre os vários surfings que por aí há, tomei hoje atenção ao anunciado pelo Frederico Lucas no Facebook e será um dos que alinharei de caras. Então é assim:

Food Surfing!

O Food Surfing é uma rede de alunos universitários de partilha de refeições em grupo. A ideia central deste conceito tem por base um convite para almoçar ou jantar, em sua casa, por parte de um aluno universitário a outro. Ou seja, imagina que tu não queres jantar sozinho, tens noção que o que vais cozinhar dá para mais pessoas, que queres cobaias para a tua nova receita, a solução para isto será o “Food Surfing”, uma plataforma web que te permite arranjar convidados. Para fazeres isso basta pores um post a dizer que tens uma ou mais vagas para jantar na tua casa, e como é obvio podes pedir algo ao teu convidado:
– Uma pequena quantia.
– Que traga(m) um ingrediente para o jantar.
– Que faça alguma tarefa. Ex: Eu cozinho mas tu lavas a loiça!
Ou a melhor de todas, podes não pedir nada!

Esta plataforma visa:
– Reduzir os custos de subsistência de aluno universitário.
– Promover o socialização entre alunos.
– Promover a gestão de recursos.

Alinhavas?!

Claro que tudo isto vem muito a propósito da notícia de hoje, «Milhares de Alunos do Ensino Superior com Propinas em Atraso», mais um ponto negro revelador do que esta gente que nos governa está a fazer à população, ao ensino público e à óbvia discriminação pela capacidade económica a que se vai chegar. Diz o gajo que estamos ‘condenados’, falta-lhe promover a distribuição de cordas.

Anúncios

Diga-me...

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s