Faltam 28 dias para 2013

 

Hoje faltam…

 

28

dias para 2013.

Retirado da Visão Online
Retirado da Visão Online

O Camilo Lourenço, que na minha modesta opinião deve andar a preparar o sim-senhor para sentar num cadeirão de assessor de um PSD qualquer (q’isto quando um jornalista começa a publicar e na fila da frente da apresentação do livro tem o ‘erudito’ 1º Ministro, é de ficar em alerta vermelho), teve hoje esta brilhante tirada no Facebook (digna da Tia-Jonet-dos-pobrezinhos):

«Anda muita gente preocupada com a emigração dos nossos jovens. Mas não vejo ninguém preocupado com a imagem de pedinte que esta República está a passar às crianças e jovens. Eles associam a Grécia a “dívidas”, como referia Sandra Strecht ontem, aqui no FB. Se continuarmos a insistir na ideia de reestruturação da nossa dívida, não tarda nada que as crianças portuguesas passem a associar a imagem de Portugal a país falido. Tal como acontece com a Grécia. Ninguém se preocupa com isto?»,

ao que lhe respondi:

«As crianças, não vêem o país falido, as crianças vêem os pais falidos, isso sim, Camilo Lourenço!!! Para além de verem sentem, não sei se me faço entender…
(isto há cada preocupação que até brada aos céus! coitadinhas das crianças que temos de lhes esconder a vergonha de país onde estão a crescer…. ‘a gente’ lê cada uma!
»,

ao que o Camilo mais rápido que a própria sombra me respondeu:

«Não, nós não temos de lhes esconder coisa nenhuma. Nós temos é de mudar o país para elas não crescerem com a imagem de país falido…. porque os pais não souberam criar uma classe política decente! Capice?»,

ao que o meu amigo Jorge, sempre perspicaz, se associou à converseta e comentou:

«Ó Camilo, mas ainda alguém lhe dá ouvidos depois daquele artigo indecoroso a dizer que alternativa à alteração da TSU era um forte aumento de impostos ? Como se uma coisa tivesse a ver com a outra. Até a fazer propaganda é mau.»,

ao que o Camilo que continuava on-line e picadinho por sinal, resmungou:

«Não sei, Jorge. Eu não tenho uma empresa de sondagens. Mas olhe, a avaliar pelo FB, leituras do artigo no Negócios e audiências na TV arriscaria que sim… Fora as vendas do livro. Mas deixe lá que não lhe vou fazer a mesma pergunta :)»,

ao que eu lhe respondi e se ele tivesse visto o meu rosto, observaria que estava a suster um vómito (tipo a princesa Kate):

«A palavra mudar, Camilo Lourenço, perdeu substância, está saturada de ser usada pela tal classe política indecente. Use a palavra sobreviver, que é com certeza o que vamos todos tentar fazer só e simplesmente porque somos humanos inteligentes e o instinto de sobrevivência é o que há de mais básico em cada um de nós. Mudar, já praticamente todos mudámos e mudaremos mais para tentar sobreviver. O país que venha atrás de nós se quiser, e que aprenda alguma coisa com cada um dos sobreviventes.»

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Livros escondidos

Ishiguro

Neste momento há dois aspectos muito interessantes para apreciar numa viagem de metropolitano: as mulheres que lêem as tais 50 Sombras de Grey com o livro forrado de papel pardo ou com uma folha publicitária do Continente e as mulheres que entram com ele aberto metro dentro, de capa escarranchada.
Quando vejo uma de livro forrado, faço apostas comigo mesma se aquilo não são as lições sado da inglesa e, ou deito o olho lambareira ou me aproximo sorrateiramente e zás, quase nunca falha, lá estão elas escondidinhas nas mãos do mulherio. Com este meu novo desporto distraio-me do excelente romance do Kazuo Ishiguro que trago a meio e quero mesmo terminar.
Que chatice!