Eternidade

Chegou-me pelas mãos da Marta que me conhece bem ou não fossemos gémeas de fins de Maio, é sempre um gosto ler um livro emprestado por um amigo – lê, e percebe-se que temos mesmo de o fazer. De Ferreira de Castro só tinha lido A Selva, há tantos anos que mal me lembro da história. Eternidade é um conto de amor, amor à antiga o único que merece o meu enternecimento, e de justiça ou injustiça, passado no inicio do séc. XX na ilha da Madeira, descrito com narrativas longas e belas tanto, dos pensamentos de Juvenal, personagem principal, como das arestas verdejantes da Madeira. Terminei-o recostada pelo porto da ilha de Santa Maria nos Açores com a sensação misantropa de ser unicamente habitante do oceano Atlântico numa real impossibilidade do Continente.
O papel mate, as folhas débeis à mercê de pequenos rasgões e aquele cheiro a guardado fizeram dele um objecto de puro prazer.

Anúncios

2 thoughts on “Eternidade

Diga-me...

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s