Elena

Fui ver o Elena e custou-me a adormecer.
O amor de mãe é exacerbado até ao ponto de se perder a cabeça e cometer um crime, mas o amor de mãe é realmente um Deus todo-poderoso e um Deus tudo pode.
O filme marca-nos pela contradição – a equabilidade da vida e a imponderabilidade da mesma, o cómodo e o desconfortável, querer traçar um destino e dar cabo dele.
Vladimir é casado com Elena em segundas núpcias. Conheceu-a quando foi tratado por ela no hospital onde foi parar com uma peritonite há 10 atrás. Vladimir é rico, é-lhe difícil resistir a mulheres, tem mais de 60 anos e toma Viagra. A casa de Vladimir é de um bom gosto extraordinário, a máquina Nespresso de cor creme é um must, e a Rússia-classe -média-alta surpreende-me. Elena torna-se-nos íntima por tantos gestos e expressões como os nossos – levanta-se da cama como nós, chinela como nós, aperta o casaco ao espelho como eu e aquele prender de cabelo com o travessão é belíssimo por ser mesmo assim.
Fotografia excepcional.

Incomodou-me. Muito bom.

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