A vida é pouco aos bocados

Há grandes sombras na horta
Quando a amiga lá vai ter…
Ser feliz é o que importa,
Não importa como o ser!

(Fernando Pessoa)

E assim foi, e assim fiz no meu regresso à horta onde me faço feliz.

Abracei as cebolas

Beijei as beringelas e as cabeças de nabo

Acariciei os tomates

e depois, sabes…

A laranja que escolheste
Não era a melhor que havia.
Também o amor que me deste
Qualquer outra(o) mo daria.

(Fernando Pessoa)

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2 thoughts on “A vida é pouco aos bocados

    1. «Não sei sentir, não sei ser humano, conviver
      De dentro da alma triste com os homens meus irmãos na terra.
      Não sei ser útil mesmo sentindo, ser prático, ser quotidiano, nítido,
      Ter um lugar na vida, ter um destino entre os homens,
      Ter uma obra, uma força, uma vontade, uma horta,
      Unia razão para descansar, uma necessidade de me distrair,
      Uma cousa vinda diretamente da natureza para mim.»

      (ando enrolada com ele, confesso-lhe. é coisa que dura já há bastante tempo)

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