Mar da calma

Ao António, que partiu hoje por ter ‘bichos-carpinteiros’ mas que volta sempre.

Ó mar salgado eu sou só mais uma,
das que aqui choram e te salgam a espuma.

Ó mar das trevas que somes galés, meu pranto intenso engrossa as marés.

Ó mar da Índia lá nos teus confins, de chorar tanto tenho dores nos rins.

Choro nesta areia, salina será, choro toda a noite seco de manhã.

Ai ó mar Roxo ó mar abafadiço, poupa o meu homem não lhe dês sumiço!

Que sol é o teu nesses céus vermelhos, que eles partem novos e retornam velhos?

Ó mar da calma, ninho do tufão, que é do meu amor seis anos já lá vão?!

Não sei o que os chama aos teus nevoeiros, será fortuna ou bichos-carpiteiros?

Ó mar da China Samatra e Ceilão, não sei que faça sou viúva ou não?
Não sei se case, notícias não há. Será que é morto ou se amigou por lá?

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