Prece

Meu amor adeus tem cuidado, se a dor é um espinho, que espeta sozinho do outro lado? Meu bem desvairado, tão aflito, se a dor é um dó que desfaz o nó e desata um grito, um mau olhado, um mal pecado.
E a saudade? É uma espera, é uma aflição, se é Primavera é um fim de Outono um tempo morno é quase Verão, em pleno Inverno.

É um abandono!

Porque não me vês maresia? Se a dor é um ciúme que espalha um perfume que me agonia? Vem-me ver amor de mansinho, se a dor é um mar, louco a transbordar noutro caminho, quase a espraiar, quase a afundar.

E a saudade? É uma espera, é uma aflição, se é Primavera é um fim de Outono um tempo morno é quase Verão, em pleno Inverno.

É um abandono!

(eu era mulher pra recitar isto na maresia da praia da Adraga. Lá longe…)

2 thoughts on “Prece

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