And the oscar goes to…

Em noite de Óscares, cinema claro está, até porque trago duas críticas atrasadas.

1. A Invenção de Hugo
Se houve uma coisa boa este ano, é que os realizadores nos trouxeram Paris em força e no seu melhor requinte – Primeiro o Woody com o Midnight in Paris e agora Scorsese com este Hugo.
Mais do que mostrar Paris, o que Scorsese pretendeu fazer foi uma homenagem declarada ao filme, Viagem à Lua (1902) de Georges Méliès. Todo o filme serve para biografar Georges Méliès, um cineasta francês que marca igualmente a origem do cinema, no tempo em que para ver a fita a cores tinha de ser pintada à mão. Méliès era mágico de profissão, daí ter trazido para o cinema uma fantasia muito especial e moderna para a época deixando nos espectadores um encantamento muito próprio da magia.
Toda a historieta que Scorsece arranjou com o miúdo que se chama Hugo para nos ir contando a vida de Méliès, tanto podia ser assim como assado, e foi precisamente este aspecto que não gostei no filme. Foi demasiado evidente o ter metido ali o gancho do aparecimento do rapaz que perde o pai e fica a morar no relógio da estação com o tio bêbedo e depois que se torna amigo da miúda, filha adoptiva de um Méliès derrotado pela vida e vendedor de bonecos de corda numa lojinha da estação de comboios. Aquilo tudo até bonito, ternurento, às tantas até me pareceu um conto do Charles Dickens, mas sinceramente não lhe dava o Óscar, não é filme para tanto.

2. A Dama de Ferro
Gostei. Meryl Streep no seu melhor, embora não lhe tenham permitido fazer um certo trejeito de boca que eu adoro, ou não a tenham deixado fazer aquele gesto de passar as costas da mão ao de leve pela boca, que é adorável nela e fez tanto, em África Minha, nas Pontes de Madison County ou na Escolha de Sofia. Isto é, o realizador não nos deu a Meryl a fazer de Thatcher, quis dar-nos a Thatcher independentemente e sem tentar perceber, que os espectadores vão ver o filme mais pela Meryl Streep do que pela ditadora Thatcher, e isso minha cara Phyllida Lloyd, foi o mais negativo do filme. Gostei do Dennis, que marido fantástico ela tinha! (era um assim que precisava)

E os Óscares vão para, A Árvore da Vida, Midnight in Paris e talvez para a Meryl Streep. Digo eu, não sei…

(N.A. – ainda não vi ‘O Artista’ que hei-de ver, ‘Os Descendentes’ não verei de todo)

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4 thoughts on “And the oscar goes to…

  1. vi, há dias, pela enésima vez, o “Áfica Minha”, às tantas da manhã, num dos cento e tal canais de tv que pago, e não vejo.. bem isto soa um bocado idiota mas não é :P
    mas a Meryl Streep, e em particular este filme, comentava eu há dias entre uma bica e um pastel, tem um efeito sobre mim, que eu não sei explicar. sinto-o. imediatamente. apanhei o filme já a meio, ou por aí, e fiquei colado. até ao fim. fiz o gesto para me sentar, e depois tive a noção que devo ter demorado uns 5 ou 10 minutos para me sentar a ver. para não perder nada. um gesto, uma expressão, nada. não queria perder nada do filme.outra vez.
    não tenho ido ao cinema! credo! são muitas coisas para fazer. vou tentar ver este ultimo filme.
    se ganhar novamente o prémio. é merecido. eu acho :)

    obrigado

    paulo

    1. pois é pagamos resmas de canais e não vemos nada, eu pouco vejo. as minhas amigas falam-me de séries x, y, z, que gravam para ver em horas que têm livres e no meu horário quase não existe liberdade…
      o cinema para mim é um bocadinho de ar que respiro, tem o mesmo efeito dos livros, necessito, fico com síndrome de abstinência se não me alimento daquilo.

      p’la vida vamos conhecendo gente, mulheres e homens. dentro dos elogios que recebi de um homem, há um que não esqueço, não pelo homem que o fez, mas pela comparação que me deixa envaidecida – dizia ele, que eu lhe lembrava a Meryl, e repetia-mo várias vezes. a Meryl Streep exerce um fascínio entre homens e mulheres, enorme. pelos filmes, histórias belíssimas, e por ela, que tem na figura um misto de características que nos seduzem.
      Mas eu, pobre de mim, não sou a Meryl, nunca passei dos olhos do outro.

      1. pois. a arte da sedução. não é para todos.
        a gente não se conheçe. mas deve ser o primeiro blog que leio regularmente e onde faço alguns comentários.
        estou online 24/24 desde que existem BBS´s quase :)

        isto deve querer dizer alguma coisa sobre a tua maneira de ser/escrever Luisa.

        obrigado

        paulo

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