Sai uma Propagandazinha prá mesa do canto!

‘As agências de viagens dizem que as reservas para férias de Carnaval são idênticas às do ano passado. Os portugueses esgotaram destinos tão diferentes como Cabo Verde ou as principais capitais europeias.’

Ninguém acredita nisto, pois não?
Onde foram engendrar este filme ?

Esta notícia só é passível ter crédito quando inserida no universo da classe social da ministra francesa que manda os sem-abrigo ir para casa, isto é, na classe social composta pelos políticos actualmente no poder, seja na França, na Espanha ou em Portugal, que são absolutamente outsiders da situação de carência nacional e carência europeia de um modo geral.
Esta notícia, está certamente a cumprir o objectivo de manipulação da opinião pública, tão necessário à máquina governativa, e tecnicamente apelidado por propaganda – afinal o povo vive bem, viaja, tem um bom nível de vida, deixem de ser piegas, vamos continuar a apertar ‘custe o que custar’!
Esta notícia é desrespeitosa para com todos os portugueses que têm fios de nylon atados ao pescoço.
Ninguém acredita nisto, pois não? E porque nos calamos?

Eu não quero pagar as manipulações tendenciosas que o governo do meu país faz, via RTP – Canal de Televisão estatal!

Não basta viver num regime democrático para ser livre de verdade. A liberdade deve ser conquistada dia a dia opondo-se àqueles que ardilosamente tentam dominar-nos com os recursos dessa forma de ilusionismo mental que é a manipulação. Esta conquista só é possível se tivermos uma idéia clara a respeito de quatro questões:
1º) O que significa manipular?
2º) Quem manipula?
3º) Para que se manipula?
4º) Que táctica se utiliza para este fim?
A análise destes quatro pontos permitir-nos-á discernir se é possível dispor de um antídoto para a manipulação. Estamos a tempo de defender nossa liberdade pessoal e tudo o que ela representa. Façamo-lo decididamente.

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8 thoughts on “Sai uma Propagandazinha prá mesa do canto!

  1. Um mundo media de “faz de conta”. Agora “faço” eu uma metáfora:
    O Zé vendia na sua pastelaria “noventa e tal” bolos de feijão todos os dias. Mas nunca esgotava os 100 que fabricava. Como bom comerciante, evitava deixar clientes insatisfeitos, procurando o equilíbrio e não fabricando demasiado. Certo dia “alguém” anunciou no jornal da terra os resultados de um estudo científico efetuado por um “grupo do feijão verde”, em que se concluía que o feijão em bolos era altamente prejudicial à saúde. O Zé decidiu fabricar apenas 5 desses pastéis para o dia seguinte ao dessa notícia.
    Não é que esgotaram? Caixa do dia no jornal, na rádio, na televisão da terra: “Bolos de feijão esgotam vendas pela primeira vez na história da n/terrinha!”. No desenvolvimento da notícia, os jornalistas fazem reportagens entrevistando “várias” pessoas que saem da pastelaria sem os “tão procurados” pastéis de feijão. Os colunistas e os comentadores desenvolvem várias teorias, quase todas contra a idiotice do “povo” que consome mais pastéis de feijão que nunca, após a divulgação daquele estudo científico.
    Mas ninguém fez as contas. Dá muito trabalho. Como sempre!
    O Zé até agradeceu a publicidade… “gratuita”. A procura de pastéis de feijão voltou a subir!

    Errata:
    Bem, onde se lê “pastéis de feijão” também se pode ler “viagens de férias no Carnaval”; onde se lê “pastelaria” pode-se ler o que se quiser… desde que seja parecido com “negócio”!
    Só as contas continuam certas, mas ninguém as leu.

    1. Manuel, felizmente vai havendo os que conseguem cortar os fios de nylon e tirar as vendas dos olhos e ficando de mãos livres, pois que escrevam, que se contrarie a engrenagem.
      Obrigada pela história-metáfora Manuel, é mesmo isto e que bem contada está.

      (e adoro “pastéis de feijão”)

      1. O Zé telefona-me, contentíssimo, que já subiu o preço aos pastéis de feijão. Perspetivas!…
        Eu, que até gosto muito de… pergunto se ele precisa de alguém para servir às mesas, ou para outra função na pastelaria. Com o que me vou preocupar!?!… Perspetivas!
        Que coisa… não, isso não… a vida está má, “isto” está muito mal!
        E despede-se-me, assertivo: “O que precisas é de comer uns pastéis de feijão!”
        Já não sei de mim. Pois não. O que preciso para além das minhas contas? Das contas que sei, manda-me o Zé ou o feijão? Ai a minha horta!…
        Só as contas continuam certas… mas preciso enxergar o meu termo da equação. Na próxima visita ao Zé, talvez leve comigo uns “legumes secos” que lhe estarão em falta! Será que devo “encomendar” um estudo sobre a catastroika influência da geada na produção de feijão e falar a um “amigo” jornalista para o divulgar?!?
        A história volta ao seu início. De um sistema em círculos fechados em que nos empurramos de tentativas. E erros. Salve-se quem puder. Todo este mar é triste, triste sina.
        Salva-nos uma louca lucidez em que nos amamos. Felizmente!

        1. Ok Zé, deixa estar que hás-de ter muitos amigos!

          Trago mas é o feijão da horta, macio, macio q’ele é, e ponho-me a fazer os pastelinhos. Quem sabe não os consigo vender pró cabeleireiro da Belmira, pró café do Chico e ponho um anúncio na internet para aceitar encomendas. Ainda me torno empresária e arrumo c’os pastéis daquele mal-cheiroso.

          Receita de Pastéis de Feijão

          Para a massa:
          250 gr de farinha
          125 gr de margarina
          2 claras de ovo

          Para o recheio:
          50 gr de feijão branco, já cozido
          250 gr de açúcar
          60 gr de miolo de amêndoa ralado fino
          6 gemas
          forminhas de pastéis

          Amasse a massa, faça 1 bola e tape com um pano. Passe o feijão cozido no passe-vite. Misture o açúcar com 1 dl de água e leve a ferver 3 minutos.
          Retire do lume e junte o polme do feijão e a amêndoa. Mexa, deixe ferver mais um pouco e deixe arrefecer. Bata as 6 gemas e junte ao preparado.
          Estenda a massa com 2 mm de espessura e forre as formas. Encha-as com o recheio, mas não demasiado. Leve ao forno médio cerca de 45 minutos.
          Desenforme-as com a ajuda de 1 faquinha.

  2. esta coisada da propaganda. não tem segredos.
    faz me lembrar uma conversa que tive aqui há anos valentes com um amigo que entretando desapareceu. havia aqui um espaço comercial, no coração da cidade, que por vários motivos, não resultou. viviam se tempos dificeis. eu não conseguia receber dos clientes, todos nos queixávamos do mesmo. anos 90. por aí. falava-se na IURD. histórias de grandes orgias nas mansóes dos donos daquela seita. passavam algumas, poucas, imagens na tv. e não é que logo depois, a dita cuja comprou esse espaço inteiro?! cash! nunca aquela coisa teve tanto movimento. este tipo de actuação, instala-se onde há conflitos. onde há miséria, graves desigualdades sociais, escravidão.
    logo depois li um estudo, sobre a expansão da dita cuja seita. práticamente instalada em toda a América latina e em alguns países de África. a tendência para Portugal já existía.

    isto instala-se onde há condições para se instalar. este assunto das viagens cria de facto a ilusão de que está tudo ok. afinal não estamos assim tão mal. isto vai correr bem.

    tal como se pagarmos o dízimo, isto vai correr bem.
    tal como se chover, a coisa resolve-se.
    tal como pedir autorização à Igreja para retirar 2 feriados.
    obrigação de pagar, de ter fé, de ser servil. a exploração. a extorção.
    este é o perigoso objecto da propaganda.
    e que ninguem duvide. o governo que temos hoje, é isto.
    e vai correr MAL !
    tenho alguma esperança no povo francês confesso. se não elegerem o palerma do sarkosy a coisa pode de facto virar. TEM que virar!

    isto cansa. isto arrasa quem pensa sobre as coisas. só depois de perdermos a liberdade é que a valorizamos dizem.
    pois que tratemos dela. com carinho mas com determinação. senão vamos mesmo pagar caro.

    com o corpo.

    e eu tambem gosto muito de pasteis de feijão :P

    obrigado

    paulo

    1. Ó Paulo, até vou repetir:

      ‘tal como se pagarmos o dízimo, isto vai correr bem.
      tal como se chover, a coisa resolve-se.
      tal como pedir autorização à Igreja para retirar 2 feriados.
      obrigação de pagar, de ter fé, de ser servil. a exploração. a extorção.
      este é o perigoso objecto da propaganda.
      e que ninguem duvide. o governo que temos hoje, é isto.
      e vai correr MAL !’

      e tapem-se lá os buracos da fomeca dos vossos estômagos com uma sopa de feijão nas cantinas estatais, q’até vamos gastar 50 Milhões de euros para vos dar de comer, e que querem mais? seus ingratos, preguiçosos de merda, vão mas é de joelhos a Fátima agradecer o quanto fazemos por vós.

      e estamos nisto…

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