Apertar o cerco

Histórias verídicas…

I
Hoje fui ao Banco que é Verde queixar-me que dos 100 que tinha na conta à ordem só lá tinha 5, os outros 95 sem que eu lhes tivesse feito nada não estavam lá, tinham desaparecido. A senhora que me recebeu, muito bem vestida, calçada e penteada por sinal, encolheu os ombros e disse-me que sobre os 95 não podia fazer nada, mas aos 5 que me restavam poderia empregá-los numa belíssima aplicação financeira com um lucro mirabolante e que eu poderia ficar muito feliz.

A puta!

II (daqui)
O antigo gerente de uma agência do Banif no concelho do Funchal começou hoje a ser julgado pelos crimes de abuso de confiança qualificada, infidelidade e falsificação, todos na forma continuada.
Em causa, segundo o Ministério Público (MP), está a mobilização, nos anos de 2005 e 2006, de “no mínimo” 154.650 euros de clientes, valor destinado a outra pessoa com a qual o arguido, de 57 anos, mantinha um “relacionamento pessoal”.
Segundo o despacho de acusação, a movimentação do dinheiro era feita à “revelia” e “sem o consentimento” dos titulares das contas, havendo situações em que o arguido “elaborou um documento” dando conta de que a ordem tinha origem em “instruções” dadas por telefone pelos clientes.

Para o MP, o acusado violou repetidamente as normas do banco, das quais fez “tábua rasa”, com “prejuízo para a imagem e credibilidade” deste.
Na sessão, que decorreu na Vara de Competência Mista do Funchal, o arguido António Gomes confessou os factos constantes na acusação, com excepção da intenção de ficar com o dinheiro, alegando que o objectivo foi beneficiar a pessoa com quem tinha o referido relacionamento.

“É tudo verdade, foi tudo feito por mim”, disse ao colectivo de juízes, justificando a situação com um negócio mal sucedido com o beneficiário dos valores transferidos.

Ao tribunal, o arguido explicou que, na sequência desse negócio não concretizado, exigiu a devolução da verba que entregou, de 70.000 euros, mas passou a ser chantageado e ameaçado. As ameaças eram também dirigidas aos seus filhos, situação que o obrigou a ausentar-se, por duas vezes, para o Brasil.

António Gomes, que actualmente trabalha num call center em Lisboa, adiantou que acabou por fazer queixa das ameaças e coacções, tendo o inquérito sido arquivado por “falta de provas”.
Nas alegações finais, o procurador da República José Paulo Oliveira considerou que o arguido tentou justificar o “injustificável”, referindo-se à queixa que apresentou contra a pessoa que foi beneficiada com os valores retirados das contas.
“O arguido apropriou-se de valores para os fazer seus e depois os entregar”, sustentou o magistrado do MP, considerando que a versão de que fugiu para o Brasil porque “estava a ser ameaçado” mas “mantendo o mesmo número de telemóvel não faz qualquer sentido”.
(…)

A minha boa acção do Natal?

Apertar o cerco ao criminoso!

3 thoughts on “Apertar o cerco

    1. Hoje, enquanto pedia mais uns papeis vandalizados no banco verde, entrou uma brigada da Divisão de Investigação Criminal na agência. Fiquei tão contente, mas tão contente que me ía atirando ao pescoço dos inspectores para lhes dar uma beijoca de obrigada. Não o fiz, porque vinham todos com cara de mau.

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