Ajax

Quando entro de manhãzinha no trabalho de tez carrancuda esbarro num grupo de mulheres coloridas, gordas e negras que riem alto enquanto atabalhoam a fala de português mal decorado e me cheiram a Ajax, com o qual limparam as retretes, os mictórios, os lavatórios e o chão que vou usar. Estão de saída da labuta que as afastou dos colchões moídos dos seus quartos modestos lá pelas 5 da manhã, ainda seria noite.
Eu, noctívaga-dependente, penetro no caixote envidraçado urbano limpo até ao fim do dia.

(tenho a impressão que já escrevi aqui sobre elas, mas deslumbro-me com a força das suas gargalhadas matinais)

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