Tagarelas e bicharada

Hoje o ginásio estava infestado de mulheres que têm animais, bichos domésticos de trazer por casa, gatos e cães. Percebem imenso de coleiras, vacinas, remédios para a tosse, para as lombrigas, diarreias e alergias. Tratam a bicharada como se estivessem a cuidar das crianças: da cor dos olhos, do tamanho da língua, dos alimentos que comem e não comem. Falam deles como se fossem mais um homem que têm lá por casa: – o meu, não gosta nada que eu lhe feche a porta quando vou à casa de banho!
Fazem-me impressão. Fico deslocada na conversa. Sinto-me a mais. Pareço a mulher estéril num grupo de parideiras, a quem nunca será dado o prazer de brindar plateias com as gracinhas das crias.

Até gosto de bichos. Gosto de cães. Dos bondosos Perdigueiros, dos tontos dos Cocker ou da macieza dos Retriever, mas tal como se fosse um homem, não me vejo nada a ter que partilhar preocupações com esses animalejos, mesmo tendo em consideração a vigorosa opinião das mulheres no ginásio, de que são óptimos companheiros.

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