‘Shirin que era só, mais só ficou’

Foi com algum sobressalto que li que, ‘as quatro salas de cinema do centro comercial Saldanha Residence, em Lisboa, vão fechar portas’ (aqui).
Desde que surgiu a cadeia Medeia, recomecei a ter o gozo e estupendo prazer de ir ao cinema, como quem ía antigamente ao Quarteto: pra ver o que poucos vêem e para ir ao cinema por devoção. As salas Medeia nunca estão cheias, mas é aí que reside o prazer de lá estar, é naquele grupo restrito de espectadores, que encontro a empatia reconfortante para me sentar na cadeira e ir olhar a história filmada.
Sempre gostei de cinema. Cada vez gosto mais de cinema. O cinema para mim, não é só a tela, a música e o filme. É a sala, o silêncio, as caras dos outros espectadores, a escuridão e a história. São estas características que ultimamente só me são completas, nas salas Medeia.
Pena a sala do Saldanha, que frequentava imenso no Verão. Regozijo-me com o continuar do Nimas, a minha sala das sessões das 19h30 de fim de dia de trabalho, e com o Fonte Nova, prolongamento da minha casa, meu vizinho de sossego e paz.
Relembro os últimos maravilhosos filmes que vi com a Medeia: Babel, Juventude em Marcha, O Segredo de um Cuscuz, Shirin, O Segredo dos seus Olhos e tantos outros.

Tenho muito medo de que, com a crise recessiva que vai exacerbar-se nos próximos 3 anos no meu país, possam encerrar alguns dos meus poisos certos: o Califa, o Fonte Nova, o CCB, o restaurante Terra, a Casa de Goa, a Escrever Escrever, e mais, e mais, e mais …

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