Ventania

Às vezes ouvia isto quando regressava de Cascais. Com o vidro do carro aberto, a precisar de todo o ar para respirar e a deixar sair os duendes que trazia incrustados na pele e se contorciam em movimentos esquizofrénicos e me magoavam. Dispersavam-se janela fora, com a ventania veloz da auto-estrada.
Ainda hoje estou para perceber como conseguia chegar a Lisboa.
É uma música de ‘estar-tudo-bem’.
Mentirosa!

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