3 coisas deste dia #1

(1) Estou a desenhar uns barcos veleiros no cais.
Há uma ponte ao longe, passadiços de tabuinhas de madeira, um sarapintado de bóias laranjas, mastros especados, cabos que desenham exponenciais e água. Águas paradas da doca, que hoje reflectiam o sol nos meus olhos como se estivesse, lá longe na amurada, um rapaz malandro com um espelho na mão.
Vou pinta-los a lápis de cera Caran d´Ache, com a mão firme, carregada, e vou usar cores berrantes de luz.

(2) Cruzei-me com ‘o Maravilhoso’, não ía a olhar para o lado, ele deu-me isto e eu nem pedi nada…

Um nó no lenço

Amortalhadas, cada uma em seu próprio nome,
jazem algures em mim as coisas – tudo, afinal,
o que com meus nervos tentaculares abranjo e caço
para enganar a fome
essencial
que sem remédio passo.

( É a preciosa escória
do meu ser. )

Daí o nó que há muito dei no lenço da memória,
para me lembrar disso ao falecer.

(in darealidadeoutra.blogspot.com)

(3) a 3ª não me apetece dizer

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