O exibicionista

Tenho um Director exibicionista.
Gosta de estar em público, pavonear-se num palco de mãos nos bolsos com ar despreocupado ou, de microfone na mão, arma que lhe dá o poder irresistível da sua voz e peneiras serem amplificadas por um território mais extenso.
Quando a Instituição não lhe dá palco ou não lhe dá oportunidades de mostrar a sua eloquência em público, chama os seus Técnicos, os seus servos, a quem extrai a força intelectual de que precisa, junta-os numa sala e fala. Tem a ‘maravilhosa’ capacidade de falar o mesmo, ainda que o mesmo seja o assunto mais corriqueiro, desinteressante e merdoso que possa existir, com frases diferentes, alterando os adjectivos e os verbos sarapintando-os de tonalidades coloridas e suspenses enfáticos. Frisa, reconstrói, ondeia o palavreado sonhando com o nosso êxtase emocional.
A sala esvaziou-se agora. Lá vieram os Técnicos, ordeiros, para os seus postos de trabalho de sobrolho carregado e meio-sorrisos trocistas.
Ele, Director, teve com toda a certeza um orgasmo celestial.

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