Um punhado de coisas

Um Homem e uma Mulher de Claude Lelouche
Um Homem e uma Mulher de Claude Lelouche

Relembro….
O teu rosto.
– Ana, amo-te.
– Ana, tomei uma decisão.
Bailo entre duas fronteiras, perco-me.
– Ana, dá-me um beijo.
Relembro….
O botão da tua camisa que desapertei. O vislumbrar do teu peito.
– Manuel, quero dizer-te que te quero.
– Eu sei Ana, mas eu estou confuso.
Relembro….
O abraço. O abraço enorme apertado. Um só.
– Ana, és a mulher que desejo.
– Manuel, és o homem que eu amava ter ao meu lado.
Relembro….
O beijo, a língua, o sabor, a saliva, os lábios parados, o quente dos lábios, a mão na barba, a mão na cabeça, a mão no corpo.
– Manuel, ages como um homem, um caçador.
– Ana, eu não te deixei.
Relembro….
– Ana, deixa-me olhar para ti. Não és bonita, não és boa, o que tens?
– Manuel, não preciso olhar para ti, sei-te de cor.
Relembro….
A tua voz quente com palavras quentes, frias, mornas, duras, suaves.
Relembro….
A paz que tenho naquele casulo de dois lugares, com um separador no meio de nós.
– Manuel, quando nos vemos? Amanhã, depois de amanhã, dois dias depois de amanhã? – Não sei Ana, depois digo-te.
Relembro….
As portas dos carros a fecharem. Pum! Silêncio.
– Ana, gostei de estar contigo.
– Fico feliz Manuel.

Que tenho eu para dar? Um pequeno punhado de coisas.

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