Os tecnocratas no Conselho Europeu de Bruxelas, sentados com suas grandessíssimas peidas nas confortáveis cadeiras do salão, discutem formas de injectar botox nos buracos da menina Europa que não se sabe porquê anda com má cara, macilenta, cheia de covas fundas que começaram a aparecer aqui e ali, que a desfeiam, tiram-lhe o viço e a energia para viver, respirar.
Na verdade a menina Europa sabe bem o que tem, mas anda com falta de vontade de contar a verdade. Aquele resultado arrombou-a completamente, não estava nada à espera. Sabe bem que não se poupou a nada, que desde os anos 60 levou uma vida libertina de carros, casas, viagens, jantares, festas, homens e mulheres, muito sexo e snifadelas, mas caramba, é uma mulher adulta porque não havia de o fazer, independente, madura, doutorada e agraciada em diversas universidades pela sua vasta cultura, trabalhadora, mãe de filhos. O pior mesmo foi ler o relatório, nem queria acreditar, andava a sentir-se cansada realmente, custava-lhe permanecer no trabalho, concentrar-se nas tarefas domésticas e nem vontade sentia pró prazer, que já há muito tempo não se lhe via parceiro na cama. A médica tinha-a observado, não gostou do cheiro, fez-lhe o toque, sentiu-lhe os ovários, o colo do útero e resolveu fazer-lhe uma citologia, é rotina disse-lhe, resultado: positiva para células neoplásicas. Cancro. Maldito, que até a uma mulher respeitável como ela Europa, atacou. Só pensava no dinheiro barato que lhe foi posto à disposição para gastar, que lhe roubou o sossego e que a levou aquela falência física e intelectual, ai belas décadas de 80 e 90 que era tudo à tripa-forra e de mês a mês o juro do dinheiro baixava porque era o Senhor BCE que mandava baixar, esse então tem uma peida que chega até Nova Iorque, onde está a outra dos lenços de seda e dos broches na lapela. O que ela, Europa, gozou nesses anos, foi luxo, foi luxúria, foi o paraíso!
Mas de repente, os senhores da peida gorda que tinham lançado dinheiro para a rua ao desbarato, mandaram retirar tudo, toca a entesar estes gajos, exclamaram! E a menina Europa não suportou tamanho choque, uma violência extrema, até a roupa do corpo lhe levaram e zás, foi à médica que lhe fez a análise e agora deu nisto. Nem cheta tem para se tratar, conjectura ela enquanto contorce o rosto amarelecido das picadas de seringa com botox, com que lhe enchem os papos, na vã esperança de a curar.
- Estes tipos são umas bestas! Estão cegos. – Resmunga entre dentes e observa-os atenta com os olhos pisados, a levantarem as peidas gordas das cadeiras para se dirigirem ao foyer onde estão mesas redondas cobertas de toalhas brancas até ao chão, com mimosos bouquets de flores nos centros de mesa, pratinhos com bolinhos de nougat e mil-folhas, jarros de sumo de laranja e termos de café quente. Comem, mijam nos urinóis impecáveis do centro de congressos e voltam à sala para de novo sentarem as peidas nas respectivas cadeiras.
Arquivos mensais: Junho 2012
Galamba
É um gosto ouvi-lo, é precioso saber que está lá…
3 c’s
calor
+
cidade
+
chatices
=
c^3 ± dia merdoso (sem c)
Temo
Temo que, a história dos…
… que o Cadilhe veio anunciar, tal batedor a abrir caminho, seja a ‘mais austeridade’ que, hoje no parlamento o 1º Ministro foi instigado a anunciar pelo PCP, pelo BE, pelos Verdes e tenuemente pelo PS e sobre a qual não abriu a boca.
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Temo que, o ministro Victor_Gaspar-Bom_Aluno, para conseguir cumprir a …
nos meta a todos num esquife. Quanto a ele é garantido, nunca admitirá ser mau_aluno.
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Temo que, o guloso motor Europa, constituído pelos tecnocratas dos BCE’s, dos Parlamentos Europeus e das Comissões Europeias, seja o principal …
…para a tomada de decisão corajosa de repensar a moeda Euro para os países economicamente debilitados, pois todos sabem que, um dos instrumentos fundamentais para equilíbrio de contas é proceder a uma desvalorização da moeda.
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Temo que, este Governo continuando não dê …
… a Paulo Portas a condução política do país, e permaneça na incúria de Passos, Relvas, Migueis Macedo, Aguiares Brancos e agora até Arnauts.
Ouro
Reparei hoje que na loja de candeeiros que desde sempre existiu na minha zona, nesta parte de Lisboa que foi muito moderna em 1974-1975-1976, que foi estreada por uma classe média constituída por professores, oficiais, técnicos superiores e gente de profissões liberais, médicos, engenheiros, advogados, que nesses anos 70 ganhavam apenas um pouco mais que a média mas que se tornariam nos anos 80 e 90 numa classe média alta e até alta, mas dizia eu que, a loja grande que ali existia, que vendia lustres, apliques, candeeiros de cozinha e prás mesinhas de cabeceira, qual não é o meu espanto foi substituída por uma loja d’ouro. Sinceramente, aqui no bairro depois da entrada de uma ou duas lojas de chineses que me perturbaram porque, expulsaram dois estabelecimentos que me eram familiares, ainda nada mais me tinha incomodado tanto como esta da loja d’ouro. Via-se da porta uma gaja enfezada por detrás de um guiché com uma portinhola de vidro, possivelmente à espera que gente do meu bairro lhe entregasse os ouros, os fios, os anéis, as lembranças dos baptizados dos filhos, a filha da mãe! Mas grave, grave, é o mau sinal que isto indicia. Eu e a minha gente estamos em maus lençóis – qual profissão de técnico superior, qual reformado da marinha, qual professor universitário? Já não interessa nada, somente sabemos que temos contas a pagar, muitas contas. Investimos seriamente na casa, nos carros, nos filhos, na profissão, no bem-estar da família, na cultura, no ensino, na saúde atenta e na prevenção. Ganhávamos, porque já não ganhamos, para manter o nível de vida que criámos e foi a nossa própria educação e cultura que nos levou a procurar a vida que fazíamos. Contudo, tínhamos, porque já temos, toda a certeza que, o investimento com que premiávamos a família traria lucros para nós e por arrasto para o país.
De repente está uma loja d’ouro prantada no meu bairro pronta para sacar as recordações aos aflitos. É uma injúria. Não merecemos isto.
Músicas #2
Tão lindo…
Se eu não for quem vai ser
Se eu não for quem vai
Ter o teu melhor
Se eu não for quem vai seguir a tua mão
E levar-te com o sol
Eu sei
Porte
Músicas #1
Gosto disto. Põe-me activa.
Lá fora é tudo banal
O que ocorre é sempre igual
A desordem é total
A rotina domina o dia
E o progresso retrocede
E com ele o tempo e o espaço
A multidão já não sabe viver
A escuridão apressa o teu passo
E destrói a sinfonia do amor
CREO7
O Camilo Lourenço comentador de economia com lugar cativo nos meios de comunicação social mais perto de nós, escreve no dia 14 de Junho no Negócios Online sobre a empresa CR7. Diz ele que, um CEO não se pode comportar assim * a falar mal da concorrência de uma forma tão desbragada, que tem de pôr os olhinhos no fantasma Steve Jobs e que se quer ser uma verdadeira TradeMark, não pode ter só ‘look’ mas sim ‘cabeça’.
E depois de ler isto e de já há um tempo andar a salivar para ver se não vomito com as coisas que tenho lido e ouvido ao Camilo Lourenço, no apoio pleno ao escrupuloso cumprimento das medidas de constrição impostas por Berlim, o que na minha opinião não passa de mais um repugnante processo de limpeza étnica, apeteceu-me responder-lhe lá no sítio dos comentários e porque estamos em pleno Euro (futebolístico, entenda-se), transcrevo-o para aqui, espaço dos meus escritos importantes.
Comentário:
Há que entender que o Ronaldo é um jovem. Talentoso é certo, que move milhares é certo, que representa um ícone de admiração é certo, mas é um jovenzinho, um miúdo, um enérgico rapaz e a tenra idade que tem, concede-lhe sem sombra de duvida a permissão para um arremesso na disputa com o rival, uma tirada impetuosa, um borbotão de sangue fresco a sair-lhe da guelra e, só um obsessivo comentador dessa misteriosa ciência que é a economia, é que não vê o evidente – o que é permitido à juventude. Antes se estrangula numa visão empresarial tecnocrata de um Ronaldo CEO, que também o é, mas que é sobretudo um operário e ainda por cima apaixonado pelo que faz.
Se não fosses economista Camilo, o que gostavas de ser? O Ronaldo? Para isso terias de ter pés e cabeça.
Será?
“Por muito que se faça de conta que os motivos são outros, e são dos outros, basta olhar à nossa volta para concluir que quem se mantém interessante e interessado, quem assume o protagonismo da própria vida, quem investe só porque sim no que encontra e no que está à volta, quem não reivindica da vida direitos «naturais», quem se motiva para o dia seguinte só porque ele vai chegar, quem gosta profundamente de alguém ou de alguma coisa, pode queixar-se de tudo, menos da solidão”
(Isabel Leal)
Cacilhas
Bocas
Foi das primeiras vezes que vi realmente ódio nos olhos do povo, o que vaiou Cavaco na Póvoa de Varzim no passado Sábado. O poltrão foi receber uma medalha e ao acenar à ‘ralé’ levou insultos para casa, das gentes que estão mal, que já nada têm, a quem resta apenas uma garganta magoada para berrar a indignação e um olhar furibundo que matava se pudesse. Depois, diz que tinha pensado dar uma volta no povoado com a Xô Dona Maria, sempre com aquele ar de ratinha esperta a saloia, mas meteu o rabo mais o da Xô Dona Maria dentro do Mercedes e recambiou-se para Lisboa, ‘adonde’ nunca devia ter saído, ‘ca’ gasolina pagamo-la nós, ó caramelo!
Ganhou na Grécia a Nova Democracia, a Direita, em que 40% dos votantes se abstiveram, ou seja, 40% dos gregos estão-se nas tintas, são como os da Póvoa de Varzim, estão mal e já nada têm, portanto daqui a um mesito novas eleições haverão. E ‘prontos’ é esta a Europa cada vez mais alemã que temos.
Não sei qual é o interesse de, a seguir ao jogo da equipa portuguesa no Euro, se fazerem reportagens televisivas em Lisboa, no Porto, em Coimbra e no Cú de Judas para ver pessoas a gritar: Yeah! Também pulam, têm todas os braços no ar a segurar umas tiras de pano coloridas e quase todas dizem alarvidades embora sejam a resposta perfeita para as estúpidas perguntas que um jornalista com cara de quem tem vontade fazer cocó, lhes faz.
O mau da selecção portuguesa ganhar um jogo de futebol num campeonato como o do Euro, é que temos de ouvir os jornalistas portugueses a perguntar assim: – ‘E agora, qual vai ser o próximo objectivo?’
O único que verdadeiramente vai ganhar com o Euro é o Relvas. Alguém ainda se ‘alembra’ se foi mesmo o gajo que recebeu os sms’s e a newsletter do espião? Onde é que isso já vai?! E a seguir vai tudo de férias, até ele coitado, que nunca trabalhou tanto na vida e já merece.
Assistir aos Ídolos de Portugal (concurso de cantores na SIC) e compará-lo com o American Idol (concurso de cantores na Fox), é perceber que, o que fazemos em televisão é ainda muitíssimo básico e rudimentar. Eu hoje senti muita vergonha e só vi dez minutos.
A minha vizinha de horta explicou-me que as borras do café são um óptimo adubo para a terra, abriu as cápsulas da Nespresso e trouxe aquela mistela numa bacia para a espalhar na horta como quem manda água benta para a testa de um pecador. Aprende Maria!
Music tracks
Às vezes faço isto…
When you were here before
Couldn’t look you in the eye
You’re just like an angel
Your skin makes me cry
You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
You’re so fucking special
But I’m a creep
I’m a weirdo
What the hell I’m doing here?
I don’t belong here
Isto, com pena, não…
Cartas aos filhos
Mário,
Quando fores a um evento importante com muita gente, não esperes por estar aflito para procurar uma casa de banho, porque podes chegar lá e teres de esperar muito tempo na fila!
O provérbio diz: «Homem prevenido vale por dois» e eu digo: «Homem de bexiga cheia é como estar livre dentro de uma cadeia»!
Adoro-te!
22.01.2012(in Cartas a Mário)
Mário,
A cortesia está a cair em desuso. Parece que pedir por favor, agradecer e dizer bom dia às pessoas quando se chega a determinado local não está na moda. Parece que as pessoas que são bem educadas são logo etiquetadas de «cotas»! E é pena!
Sabias que a cortesia não se destina aos fracos, mas às pessoas com carácter? Quando entras numa loja e dizes bom dia, destacas-te de todos os outros anónimos que estão presentes na loja e ignoraram a pessoa que os iria atender. Quando alguém não quer dar-te algo, se pedires por favor, desarmas a pessoa que se recusa. Quando agradeces, olhando nos olhos, para a próxima serás muito bem atendido.
Mostra que os outros te interessam quando respondes às suas cartas, aos seus emails e às suas mensagens. Se não disseres nada, vão tomar como garantido que és mais um que não quer saber delas…
Se por acaso não te responderem aos bons dias, nem te tratarem melhor por dizer por favor e obrigado, não desistas. As pessoas acostumaram-se à má educação e à falta de civismo e custa-lhes aceitar que ainda há pessoas diferentes no mundo.
A cortesia está estreitamente ligada ao respeito e todos os grandes lideres sabem disso. Tu és uma pessoa sociável e um dia vais ser uma grande lider com cortesia.
Adoro-te!
14.12.2012(in Cartas a Mário)
Sara,
Não sei se vais gostar mais de números do que de letras. É bom gostares de ambos, mas há sempre uma preferência natural.
No meu caso, quando era pequenina, gostava tanto do A e do 4 que, às vezes, confundia os dois. Na verdade, ambos são bicudos, fazem-me lembrar uma casinha em madeira que foi construída no topo de uma árvore.
Depois, fui gostando mais das palavras. Gosto do som das palavras, da combinação de sons especiais que algumas letras juntas criam. Gostava especialmente da palavra (lida à francesa i.e. carregando nos is e nos as) «Himalaya» e gostava do som que a língua fazia quando dizia «coquelicot».
Já pequenina, tens um sentido de humor especial, ris-te com a sonoridade de algumas palavras. Porém já identificas melhor alguns algarismos do que algumas letras.
Talvez vás gostar mais de números, contudo, espero que continues sempre a fruir as palavras na tua boca como se fossem pequenos quadrados de chocolate saboreados com prazer, porque só assim poderás compreender a magia das palavras…
Adoro-te!
03.06.2012(in Cartas a Sara)
Sara,
Há duas emoções que parecem fazer bem no momento em que acontecem, mas na realidade só gerem destruição que são a cólera/ira e a raiva.
A raiva é sempre interior e de repente sobe pelo corpo acima e quando se transforma em palavras e em gritos é cólera. A cólera é um tirano que domina o nosso corpo sem conseguirmos controlar o que dizemos e fazemos. Chegamos muitas vezes ao exagero e é claro que, passado alguns momentos, arrependemo-nos não só do ataque de cólera como daquilo que atiramos à cara de quem nos ofendeu ou nem por isso, usando as palavras como se fossem murros e pontapés.
Não te estou a dizer que deves parar toda a raiva e toda a cólera que poderás sentir, é óbvio que não. Apenas estou a tentar mostrar-te que se perdes o auto-controlo e agrides alguém com a tua cólera, em vez de seres forte, estás a perder e a dar poder a quem te ofendeu. Naquele momento, se o seu objectivo era mesmo ofender-te, consegui-o e está em poder das tuas emoções. Achas bem que essa pessoa obtenha poder sobre ti da pior forma? Não!
Por isso, sempre que sentires raiva de alguém, tenta ultrapassar isso, escrevendo num diário, imaginando essa pessoa em situações ridículas de forma a tirar-lhe o domínio que tem sobre ti e assim quando houver confronto, será mais fácil conseguires dominar o que sentes.
Uma vez, uma pessoa disse-me que a pior vingança que eu podia ter relativamente a alguém que me fez mal, traiu e dilacerou o coração é esquecer que ela existe. Se esquecermos essa pessoa, ela deixa de existir e deixa totalmente de nos afectar e isso é realmente a melhor forma de nos vingarmos de alguém.
Adoro-te filha, que tenhas sempre o bom senso de controlares a fúria, a cólera e a raiva!
01.05.2012(in Cartas a Sara)
Criei o meu primeiro blog em 2006 incentivada pela Jacky. Em 2006 o Pedro criou-me o meu primeiro endereço gmail e em 2006 comecei a ler o que se escrevia na blogoesfera e na Internet de uma forma geral. Até 2006, a Internet era por mim unicamente reservada ao consumo profissional. Tenho portanto 6 anos desta brincadeira e como dizia outro dia a um blogger: eu aprendo é tudo muito depressa. É que foi mesmo, que rapidez e onde isto nos leva!
Mas dizia eu que, dava os primeiros passos tímidos pelo mundo digital e encontro o Amorizade, termo fabuloso e ainda por cima eu tão dada a amorizades, onde acanhada comecei a comentar umas coisas, a participar nas eternas charadas da Jacky e mais tarde a escrever um texto de um Pai Natal que deixou a chata da mulher e se pirou pró Brasil onde arranjou uma mulata analfabeta mas boazona e com quem vivia feliz. E foi assim – escreves tão bem porque não começas um Blog, acho que devias publicar os teus textos, tiros ao cesto pardais ao ninho e arranquei. Primeiro uma coisa muito intimista chamada MeuDia (era assim que ele me chamava, lindo não é?), mas que na verdade não passou de uma imatura experiência, tendo contudo assistido à alucinante revolução que se seguiria na minha vida. Depois, porque tudo termina, reiniciei-me no OutofWorld numa imensa fuga que fiz, uma travessia longa de deserto que realmente me deixou noutro mundo.
Quanto à Jacky, conhecia-a pessoalmente numa ida ao São Luiz para assistirmos ao Cabeças no Ar, um musical com letras do Carlos T, Rui Veloso, com Manuel Paulo ao piano, numa noite de Dezembro de 2007 em que choveu tanto, mas tanto, que chegámos ao teatro molhadas até às cuecas e se bem me lembro com o prenúncio de uma grandessíssima constipação que se seguiu.
Actualmente somos também amigas no Facebook e hoje convida-me ela para fazer um like nas páginas, Cartas a Mário e Cartas a Sara, nomes dos seus dois filhos que, imediatamente fui espreitar e motivaram este post, tal foi o encanto com que li as pequenas-grandes mensagens que ela passa por escrito aos filhos dela e porque não aos filhos dos outros.
É de mulher corajosa o que ela escreve, e o interessante é que há ali presente a fragilidade das nossas vidas, a ausência pela morte, o legado que, como mães de crias queremos deixar se por palavras não tivermos tempo, ou se as palavras não saírem, ou se eles filhos, não nos derem a atenção devida.
É preciso avisá-los que devem pôr o chapéu por causa do sol, que devem levar um casaquinho porque arrefece de noite, que os amores terminam sem ouvirmos uma canção romântica como nos filmes, que as portas se fecham e ficamos sós ou que, quando se vai para uma reunião importante devemos antes fazer um xixi.
São coisas destas que me fazem sorrir e eu sorrio cada vez menos.
Escápula
Ela reparou naquele trejeito de ombros, naquele movimento rápido com que curvou o corpo e que lhe deu uma configuração às costas parecia de rapaz, de jovem, nele, sessentão com mais dezasseis anos do que ela, envelhecido, com um meneio sensual. Admirou-lhe o corpo viril, tanto, e passou-lhe uma mão ténue desde a escápula que a sobressaltou, a sentir-lhe as vértebras e deteve-se na crista ilíaca em torneios intencionais. Deixou-o perceber que lhe tocou o corpo numa festa carnal, não lhe explicou que, tal como tinha acontecido naquele dia, com aquela posição das suas mãos, aquela ligação estranha, larga, entre o polegar e o indicador, estava a deixar-se arrebatar. Outra vez.
Nele, grande, ela perdia-se em pormenores.
Rega automática
Braçadeira de carga, programador, redutores, filtro de água, mangueira guia, mangueira perfurada, T’s, topos, ligações, X-ato, força de mãos, eis os ingredientes para implementar a rega automática nas hortas e jardins. E já está, preparei-me para o Verão, ausências e para uma muitíssima melhor gestão da água, organização das culturas e arquitectura da horta.
Mas tenho as mãos que não posso, assadas e doridas nas articulações. Claro que devo um especial agradecimento ao meu vizinho de horta Jorge, homem que me deu uma imprescindível colaboração e me passou imensos e úteis conhecimentos.
(mais aqui)
Veleiros e velejadores
Asas
Se eu tivesse asas…
Asas são p’ra proteger
Te pintar, não te esquecer
Visitar-te, olhar, espreitar-te
Bem alto do ar
Aconteça o que acontecer
Orgulho de Mãe
Na era Crato, o tal que dizia que os outros eram umas bestas e não sabiam o que era a exigência,
o meu filho M., termina o seu 11º ano da área de Científico-tecnológicas com um grandessíssimo 20 a Matemática,
a frequentar uma das melhores, mais exigentes e exemplares escolas públicas de Lisboa, localizada num dos melhores Pólos Escolares do país e evidentemente criado pelo governo anterior, o único que realmente olhou pelo ensino e gestão escolar.
Toma e embrulha, ó cara de cu! E olha, o prémio, também o podes meter pela tua cara adentro, pá!

























