Arquivos mensais: Setembro 2011
Éferriá, Á!
Estilo Retrô
Na senda do meu anterior post , lugar ao editorial do jornal de Vila Pouca de Aguiar, Mensagens Aguiarenses:
Europa – Crescer, Subsistir ou Sofrer
É pena a Gallup ter-se esquecido de Portugal para realizar este estudo. É no entanto extremamente interessante olhar estes valores, nos quais confio porque é Gallup que os publica, acerca de uma Europa, que nos querem fazer crer é unida, mas que na verdade apresenta taxas de bem-estar bem diferentes por cada território membro.
Como vai ser possível pôr este comboio a andar com carruagens tão desiguais, eixos de tamanhos diferentes e passageiros tão distintos?
Traduzo um excerto da análise:
A avaliação actual da taxa de bem-estar na vida dos gregos, com 14% a considerarem-na em ‘crescimento’, 62% a ‘subsistir’ e 24% em ‘sofrimento’, é muito baixa em comparação com as avaliações feitas em 2011 noutros países europeus, incluindo os que foram também duramente atingidos pela crise financeira, como a Irlanda e a Itália.
(where’s Portugal, Gallup?)
Os gregos mostram maior tendência a caminhar para uma vida de sofrimento do que para a prosperidade, uma realidade incomum no mundo desenvolvido.
Os gregos são tendentes a esperar que a sua vida nos próximos cinco anos seja pior do que sua vida actual. Os ‘ratings’ gregos de avaliação da vida actual face à futura, desceram desde 2007.
A Bulgária, enfim, há dois anos quando lá estive pensei ter andado na máquina do tempo e ter recuado a Portugal rural, manual, dos anos 50. E só nasci em 1964.
Muito caminho terão de desbravar e a uma velocidade alucinante. Mas são um povo forte que aguentou 500 anos de escravidão turca e a Mastika (aguardente) ajuda.
Olha!
Tal qual eu sentada à mesinha já noite com roupa de trazer-por-casa a perna dobrada presa pelos bíceps e calcanhar apoiado no assento da cadeira de palhinha, antiga.
Também uso uma mola despreocupada que me sustenta o cabelo bravio.
Que giro.
(que Blog lindo, este Sorvedouro)
Mulheres das arábias
Abdallah bin Abdul Aziz Al-Saud, é o monarca reinante na Arábia Saudita desde 2005. Formalmente tem quatro esposas, máximo permitido pelo Islão, no entanto foi já casado várias vezes com outras mulheres, somando como resultado destes casamentos a módica quantia de 7 filhos e 15 filhas.
Os seus críticos consideram-no um terrível ditador teocrático que persegue impiedosamente os seus adversários políticos e religiosos e até mesmo os seus próprios súbditos através dos Mutaween, a polícia política e religiosa saudita, notória pela sua crueldade e as constantes violações aos direitos humanos. É um fanático do islamismo e por isso as punições são as mais brutais possíveis.
As mulheres na arábia de Abdallah não podem viajar, conduzir nem trabalhar ou aceder a serviços médicos sem a presença ou autorização de um membro masculino.
Ontem, Sábado, Sua Alteza o Rei Abdallah, que anda de rabo apertado desde que a Primavera do Povo chegou ao mundo árabe, decretou que as mulheres terão o direito de votar e serem eleitas nas próximas eleições municipais. Dizia ele assim: “Como nos recusamos a marginalizar as mulheres na sociedade em todos os papéis que estão de acordo com leis do islamismo, decidimos envolver as mulheres como membros do Conselho da Shura*. As mulheres poderão concorrer como candidatas às eleições municipais e até terão o direito de votar”.
A palavra mais alucinante deste discurso tem apenas três letras. Chama-se ATÉ.
A discriminação sobre as Mulheres continuará ATÉ, que este povo patriarcal se deixe aculturar de modo a sentir-se miserável e vergonhoso, pelo crime que comete todos os dias.
Deixo um abraço de mulher europeia, civilizada e não discriminada às 15 raparigas de sangue real, nascidas neste berço de espinhos.
(* O Shura é um órgão que funciona como uma espécie de Parlamento, embora sem poderes legislativos, impedindo-as certamente de reformar as leis que as penalizam.)
Midnight in Paris
Regresso de Paris e estava a chover, não, era meia noite e fui a uma festa linda com gente fantástica de braço dado com o Gil, não, era manhã estava um sol radioso e tomei um café numa esplanada na Place Vendôme, não, regresso é do Midnight in Paris completamente rendida a mais uma chef-d’oeuvre de Woody Allen.
O filme é lindo, maravilhoso, um absoluto elogio a Paris e a todos os ilustres que a amaram, tem uma fotografia fantástica e um guarda-roupa assombroso. Woody retrata o que é bom, que o barato é pífio, e apresenta-nos um Owen Wilson, perdão o Gil, que não é Woody Allen a representar mas é como se fosse, e nós perdoamos porque Owen está mesmo muito bem. Dá-nos toda a certeza de não pretender imitar o mestre mas ser genuinamente parecido com ele. Fala imenso, gagueja, diz aquelas intermináveis frases, é trapalhão, gosta de mulheres, é escritor, é inseguro, deixa-se deslumbrar com o belo e acredita no amor.
E há sempre música porque Paris é realmente uma Festa.
And that’s why birds do it, bees do it
Even educated fleas do it
Let’s do it, let’s fall in love
Os Marretas
Jim Henson criador dos Marretas (The Muppets) faria hoje 75 anos de não tivesse morrido em 1990 com uma pneumonia.
Lembro-me de ser uma espectadora entusiasta do Muppet Show que começou a ser visto no Canal 1 da RTP em 1979, 3 anos depois da criação das personagens por Henson. O programa via-se aos Domingos depois do telejornal da noite, e a famosa música de abertura chamava-me pela casa fazendo requerer a minha presença imediata na saleta*, na casa dos meus pais, onde me pespegava em frente ao écran abanando a anca, batendo o pé e cantarolando:
It’s time to play the music
It’s time to light the lights
t’s time to meet the Muppets on the Muppet Show tonight.It’s time to put on makeup
It’s time to dress up right
It’s time to raise the curtain on the Muppet Show tonight.Why do we always come here
I guess we’ll never know
It’s like a kind of torture
To have to watch the showAnd now let’s get things started
Why don’t you get things started
It’s time to get things started
On the most sensational inspirational celebrational Muppetational
This is what we call the Muppet Show!
Fozzie o urso, candidato a comediante, trapalhão, humilde e mal-amado, era, é, sem dúvida a minha personagem favorita. E tantas vezes na minha vida me tenho sentido Fozzie, o urso.
Parabéns à fantástica Google, por não se esquecer de ninguém, por nada lhe escapar, por nos fazer lembrar de tudo e por nos dar tanto com um simples click.
* saleta, é uma forma beirã para identificar uma pequena sala onde estão a televisão e uma mesa redonda, tipicamente com camilha e braseira, que serve para fazer refeições ligeiras.
Queijo de 2 Kg
Hoje, Cavaco Silva na visita à fábrica de queijo de S.Jorge, na ilha dos Açores com o mesmo nome, alvitrou que o peso de um queijo redondo, idêntico a uma barriga de 9 meses pronta a parir, tivesse 2 Kg.
Foi imediatamente corrigido pelo responsável da fábrica de que, o queijo grávido pesava 11 kg. Maria, a esposa atenta a todos os ai’s do seu mais-que-tudo, eternamente com aquele ar curioso e bisbilhoteiro que tão tipicamente a caracteriza, riu-se com uma benevolência bacoca pelo cálculo infantilizado que o marido tinha feito. Quase a vi confessar perante as câmaras, que desculpássemos, mas que Aníbal é um inapto para coisas comezinhas e não está habituado a fazer nada.
A pergunta que eu faço é a seguinte: o que anda o Senhor Presidente a fazer nos Açores, com semblante de reformado, numa calma pachorrenta de vaquinha, com afirmações cândidas e perguntas tontinhas, como se nós todos tivéssemos 3 anos?
Ca Nojo!
4 em 1
Eu também dizia isto do meu casamento.
(Este grego tem qualquer coisa de estranho. É que tem tamanho e gordura de alemão.)
Desculpem lá, mapa? Pra q’é preciso mapa?
Ai, bendito empirismo!
Arrancou hoje a Smooth FM em 103.0 (Lisboa), com Jazz, Lounge e pouca conversa. Pareceu-me a ‘minha cara’. Oxalá.
Eu acho bonito até. Ele sair da Grécia em chamas meter-se num avião e ir jantar com a Chanceler a Berlim. É um quente e frio.
Comboio descendente
Depois de ouvir o Primeiro Ministro falar de comboios, da redução de despesa ser conseguida pelo despedimento de pessoas e pela passagem das empresas públicas a privados sabe Deus como, e de perceber que tem a decisão e gestão dos cortes na saúde e educação exclusivamente nas mãos dos ministros escusando-se a responder a perguntas por absoluto desconhecimento, só me apetece recitar Pessoa. Canta Zeca!
No comboio descendente
Vinha tudo à gargalhada.
Uns por verem rir os outros
E outros sem ser por nada
No comboio descendente
De Queluz à Cruz Quebrada…No comboio descendente
Vinham todos à janela
Uns calados para os outros
E outros a dar-lhes trela
No comboio descendente
De Cruz Quebrada a Palmela…No comboio descendente
Mas que grande reinação!
Uns dormnindo, outros com sono,
E outros nem sim nem não
No comboio descendente
De Palmela a Portimão(Fernando Pessoa)
Book e Audio-Book
Arrojado este suporte, hein!? Sem dúvida o meu preferido.
Definitivamente o Kindle, também não vai fazer parte das minhas próximas compras, (aliás, a palavra compras vai sair do meu vocabulário a partir de Outubro, embora o ministro das olheiras diga que voltamos a ser remediados em 2013, o que é uma completa mentira, mas ‘a gente’ como ainda não sabe como é sentir a pelinha colada às costas, vai encolhendo os ombros e assim). Mas adiante, preciso de ler muito mais títulos antes de morrer, (e a morte atormenta-me), é um dever, seria uma lacuna gravíssima não tentar ler tudo, ou quase tudo, enfim tudo é impossível, mas ler muito pronto, e então comecei a aderir freneticamente aos audio-books, que ouço no carro, aqui e ali, onde calha e me fazem uma companhia do caraças. É que de repente salta-me aquela gente toda de dentro do livro para dentro do carro, e meus caros, garanto-vos que aquilo é uma festa.
Descobri este vídeo, com um senhor muito nosso amigo por nos explicar tão bem a feitura caseira de áudio livros. Parece-me interessante para exercitar a caixa torácica (que faz lindamente, eu que o diga que cantei num coral), aprender a colocar e educar a voz e promover a troca de livros lidos com as nossas maravilhosas e personalizadas vozes entre os amigos. Tem também a utilidade de ser um entretém para não darmos em doidos pela óbvia incapacidade de a partir de Outubro deixarmos de poder ir ao cinema, a concertos, a exposições, a teatros e a outras realidades lúdico-culturais que a classe média tão justamente necessita consumir.
Empadas de peixe
Adoro pratos com mão-de-obra que se veja na cozinha. Aquelas coisas sempre muito rápidas e Bimbalhonas não me dão gozo nenhum e sabem-me a comida de plástico.
Estas empadinhas que hoje fiz, ficaram-me deliciosas e pus em prática o meu gosto pelas aventuras com massa folha e pela cozinha a que chamo de ‘aproveitadeira’. Isto acontece-me quando tenho imensas tijelinhas e caixinhas com restos de comida, as tiro para fora do frigorífico, lhes abro as tampas ou o papel de filtro e me ponho, pensativa, a olhar-lhes o conteúdo. Felizmente sou portuguesa e me criei numa cozinha onde qualquer alimento, cru ou cozinhado, tem préstimo e feição para ser transformado, podendo gerar soluções saborosas e inovadoras.
Faz-se um creme com um bocadinho de farinha, margarina, leite, 2 ovos, batendo bem ao lume mas sem deixar engrumar. Desfia-se depois o que houver de peixe e envolve-se no creme fofo. Se houver camarões, cortam-se às tirinhas e juntam-se à mistura. Tempera-se com sal, sumo de limão para acirrar os sabores, pimenta não ponho porque não gosto e junto-lhe ervas aromáticas, as que tiver, picadas.
Pintalgo-as com ovo batido para ficarem bonitas.
Ah, e sigo sempre este lema:
A repetição, destrói qualquer prazer gastronómico ou sexual.
(Archilbald J Cronin)
Paz
(Abdullah Ibrahim dedica ao seu mestre, Duke Ellington)
Born in Cape Town in 1934, Abdullah Ibrahim began his musical career in a vocal group at the age of 15, later moving to Europe, where he played piano under the name Dollar Brand. His international career was launched by Duke Ellington, who heard him play in a Zurich club. After converting to Islam in 1968, Brand changed his name to Abdullah Ibrahim. A prolific recorder of albums, he either plays alone or backed by bands and orchestras, and is considered one of the leading figures in contemporary jazz. The almost mystical lyricism of his music is a blend of American jazz and his African roots.
Apontar para prisão
Já ontem larguei esta deixa nas redes sociais a que pertenço (Facebook e Twitter), as tais que geram e fazem agigantar muitos movimentos de libertação por esse mundo fora.
Está na hora desta nação, tão dada a gadgets e novas tecnologias, pôr em prática com efectiva utilidade o recurso às redes virtuais de socialização, para pôr fim a um reinado. Desta vez não é para libertar é para prender.
Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.(Manuel Alegre – As Mãos)
HÁ UM MALFEITOR NA MADEIRA PARA SER PRESO E OS SEUS BENS PENHORADOS.
Links úteis:
Alberto João Jardim rejeitou hoje a existência de uma “dívida oculta”
Guilherme Silva-PSD, defende Alberto João Jardim
António José Seguro, “é altura do primeiro-ministro e líder do PSD não se refugiar no silêncio
Avaliação do INE e do Banco de Portugal sobre as contas da Madeira detectou dívidas
Não estamos em tempos de brincadeiras e, a dele, já foi longe demais
Gestão do Tempo
Terminei uma formação em Gestão do Tempo, onde, como é de costume nestas sessões de carácter comportamental, acabei por fazer uma auto reflexão profunda sob vários aspectos da minha vida profissional e pessoal.
Quando me pediram uma definição de tempo, respondi que era a métrica da vida, uma resposta demasiado tecnicista confesso, que granjeou acenos de cabeça concordantes, nada de mais, porque afinal funciono com os dois hemisféricos cerebrais na mesma dimensão, direito o criativo e artístico e o esquerdo o analítico e racional, e quem mo disse foi o resultado de um teste cujas medidas deram um valor empatado. Sou lógica e espacial no mesmo grau, levo a vida a contrariar o aleatório que há em mim para me formatar à dimensão organizada do meu habitat. Uma canseira, sei-o bem.
Mas o tempo é outra coisa, e isso, não gritei alto na sala de aula cheia de colegas interessados em aplicar a Gestão do Tempo para melhorar a sua performance profissional. O Tempo é o bom e o mau, foi o espaço que passou, foi aquele beijo que ficou por dar, foram as palavras que não saíram, o gesto frouxo de carinho, a agressividade dos actos, a maldade das palavras, o preciso de ti que não disse à minha mãe, os meus filhos bebés enroscados no meu colo, o sentada na cadeira do hospital a ver-te morrer, o tempo que perdi, o tempo que pedi, o tempo que não dei conta passar quando te amei, o mais tempo que ambiciono todos os dias, o tempo que julgo infinito quando salto pela janela, o tempo de escrever, desenhar, ler, pensar, viajar, falar, escrever outra vez, o tempo livre, o tempo dos momentos felizes, o tempo de me dar, até ao tempo de partir. Tenho pena que o tempo ande agora mais depressa de que quando era criança e mal o conhecia.
Sentei-me ao volante e tocava isto. Chorei durante muito tempo.
You left me standing here a long, long time ago
Don’t leave me waiting here, lead me to you door
Excedentários e outras doenças
Eu: – Ó faxafori, o Senhor Doutor desculpe, que eu até parece que o conheço, o Senhor Doutor não me passou lá pelo gabinete estava eu grávida do meu segundo filho? Se calhar até já nem se lembra, é natural, o garoto já tem 16 anos e eu já lá estava há 6, e o Senhor Doutor acabadinho de entrar. Era tão novinho, como o tempo passa Senhor Doutor, como o tempo passa.
Eu: – Mas ó Senhor Doutor, peço-lhe novamente desculpa por interromper, mas diga-me, quando o Senhor Doutor sair da Administração Pública, quando o Povo quiser por eleições ou se por obra do diabo levar um chuto no rabo, deixando o lugar que agora ocupa, também vai pró quadro de excedentários?
Senhor Doutor: – Não é bem assim, eu tenho um Emprego …
Eu: – Ahhh prontos, tava a ver!
Grande parte dos funcionários que deixarem de ter lugar no Estado na sequência das extinções e funções vão passar para o quadro de excedentários.
Actualmente, a lei garante que nos primeiros 60 dias os excedentários mantenham integralmente a remuneração base mensal correspondente à categoria, escalão e índice detidos no serviço de origem. Nos dez meses seguintes recebem cinco sextos da remuneração base. Depois, numa terceira fase, de duração indeterminada, passam a receber quatro sextos.
Da última vez que abordei o tema ‘protecção’ com um homem já crescidinho, perguntou-me admiradíssimo, se o problema era a mulher poder engravidar.
(e agora fora de brincadeiras, voltarei seriamente a este tema um dia destes)
Baile mandado *
* Esta dança apareceu por influência dos franceses. Os pares fazem uma roda executando movimentos seguindo quem comanda que vai contando uma história que rima ou uma quadra satírica mas sem malícia.
A dança pode prolongar-se por tempos indeterminados visto tudo depender da resistência da pessoa que dança e da inspiração de quem é manda.
Quando a pessoa que canta a histórica fica cansada ou sem imaginação chama-se outro comandante, que é quase sempre do sexo oposto.
Baile mandado 1: no novo modelo avaliação professores, o “Bom e Muito Bom tem uma bonificação de um ponto (antes o excelente valia dois pontos e o Muito Bom valia um)”, mas o corridinho deve ser ligeirinho e também atrevidinho pr’ as moças animar
Baile mandado 2: no novo modelo avaliação professores, “são precisos 8 anos para afastar um professor com duas negativas consecutivas”, mas o corridinho deve ser ligeirinho e também atrevidinho pr’ as moças animar
Baile mandado 3: no novo modelo avaliação professores, “estendeu-se em média os ciclos avaliativos de dois para quatro anos”, mas o corridinho deve ser ligeirinho e também atrevidinho pr’ as moças animar
Baile mandado 4: no novo modelo avaliação professores, “os contratados estão também impedidos de solicitar aulas observadas. Não havendo quem lhes assista as aulas, será impossível candidatarem-se à nota excelente”, nas o corridinho deve ser ligeirinho e também atrevidinho pr’ as moças animar
Os EXTRAVANCA é assim que se apresentam no Facebook:
Between Tradition and modernity,
Driven by a musical patrimony of a land anchored inbetween sea and montains, and nourrished by an enormously rich past (Greeks, Romans, Arabs), The French group Dites 34 and the Portuguese accordeon player Joao Frade present EXTRAVANCA ! , a contemporary rendition of the traditional musics of Algarve, Portugal most southern region.
mas o que eu acho é que foram extraordinários a recriar o Corridinho!
o corridinho
deve ser ligeirinho
e também atrevidinho
pr’ as moças animarvoam as saias
e as blusas de cabraia
côr do campo mar ou praia
nunca param de rodarentra a escovinha
e a roda miudinha
anda cá moça qu’és minha
faz miar o meu tarecoe é nas fogueiras
que há desfolhadas brejeiras
algarvias brincadeiras
corridinho malandreco bisrefrão
óh zé
aperta-me nos teus braços
tem cuidado co’s meus laços
que me estás a aleijarmaria
eu não te deixo fugir
à igreja quero ir
para contigo casar
Os olhos da Marianita
Ano Lectivo 2011/2012
Paguei hoje a primeira prestação das propinas da faculdade da minha filha juntamente com a matrícula e seguro, 390€. Quando chegou a casa à noite, depois de um dia de aulas no IST (Instituto Superior Técnico), disse-me que tinha as pernas muito doridas. Questionei-a sobre o porquê do cansaço, confessou-me que na maioria das aulas esteve sentada no chão junto ao quadro, tendo necessitado de fazer um enorme esforço de pernas para conseguir passar o que era escrito no quadro para o caderno, os anfiteatros estavam lotados e a temperatura lá dentro rondava os 40 graus.
Quarta-feira inicia o ano lectivo o meu filho, aluno do ensino secundário numa escola da rede pública. Trouxe-me hoje a notícia de que as pautas das turmas cresceram bastante.
Olhei na TV estes três monos, o CoÊlho que não diz CoAlho, e manda dizer pela televisão que só pode financiar a Matemática e o Português, o resto logo se vê mas que também não interessa nada, e o Crato de cara murcha lá vai ouvindo a verborreia do chefe coibindo-se de fazer os típicos assentimentos com a cachola que a vergonha é tanta que o obriga a levar os olhos ao chão. O cicerone é o Ruas com seu bigode português, a fazer cara pesarosa como se estivesse no velório de um octogenário de Bejeu, ficava-lhe bem a farda azul escura de bombeiro e um martelinho doirado na mão.
E eu acho isto tudo muito rasca, uma gentalha muito fraca, uns vómitos falantes, um nojo engravatado.
Boa sorte aos alunos, aos professores e aos pais para enfrentarem e levaram a bom termo o novo Ano Lectivo 2011/2012.





















