Eu quero ir, pá!

Que belíssimo programa está hoje na Casa da Música!
Ó pá, gosto tanto!

Hoje na Casa da Música:
19h30 Solistas da Sinfónica intepretem obras de Prokofieff, Gideon Klein, Bernard Herrmann, Charles Ives e Aaron Copland.
22h00 BALKAN BRASS BATTLE o duelo entre a Fanfare Ciocarlia e a Boban & Marko Markovic Orchestra

Porque é que não tenho a liberdade para me meter já, mas já mesmo, no comboio e abalar pró Porto?

Maio, Flores, Meu-Mês #2

Textos a Maio

Repito, porque também sinto assim, o que Pio de Abreu, psiquiatra e professor universitário, diz (aqui):

Outrora, em Maio, falava-se de flores, de esperança. Falava-se na capacidade humana de encontrar justiça e felicidade. Outrora, no mês de Maio, era o tempo da juventude que ouvira falar de uma guerra, da estupidez de uma geração que não encontrou melhor solução para os seus problemas do que destruir e ser destruída paulatinamente e sem compaixão. Outrora, em Maio, pensava-se que a inteligência ficaria ao serviço da fraternidade e vencera definitivamente a estupidez.

Hoje, no mês de Maio, contam-se os tostões. Senhores e senhoras, quase sempre os mesmos, entram-nos todos os dias pela casa dentro através de um ecrã televisivo. Não são jovens, mas alguns querem parecê-lo. Nessas alturas, tiram a gravata. Mas são todos iguais. Todos vertem acusações e semeiam ódios. Todos competem pela frase mortífera que lhes dê a glória mediática. Todos falam em nome dos pobres mas nenhum vive mal. Todos vociferam contra o despesismo do Estado, mas, directa ou indirectamente, vivem à conta dele.

Voltámos à estupidez da geração guerreira moldada pelo estoiro da Economia de Mercado? Parece que sim. Bastou uma crise económica para que ressurgisse a Europa misantropa dos bairrismos e nacionalismos. E a guerra está à porta, sem canhões nem bombas atómicas, mas com guerras civis manipuladas pelos mesmos de sempre: aqueles que ganham com o mal dos outros. E enquanto nos vamos digladiando cara a cara, eles riem com a estupidez dos fracos. É este o nosso Maio.

Aos meus 1000 doces amores

Queques de Chocolate da minha casa

- Vai dormir, menina, eu acabo o torrão. Só as panelas conhecem as fervuras do seu caldo, mas eu conheço as tuas, e deixa de chorar, que me estás a molhar o fondant e depois não presta, anda, vai-te embora.
Nacha cobriu Tita de beijos e empurrou-a para fora da cozinha. Não percebia de onde é que ela tinha conseguido tirar lágrimas novas, mas tinha conseguido e alterado com elas a textura do torrão. Agora ía custar-lhe o dobro deixá-lo no ponto. Já sozinha, empenhou-se em acabar o torrão o mais depressa possível, para ir dormir. O torrão faz-se com 10 claras de ovo e 500g de açúcar batidos em ponto de cabelo.
Quando acabou, lembrou-se de experimentar com o dedo o fondant, para ver se as lágrimas de Tita não teriam alterado o sabor.

(in Como Água para Chocolate de Laura Esquivel)

Tá no sítio

NYC police arrest IMF head Dominique Strauss-Kahn in hotel sex assault

(aqui)

Esta notícia sobre um senhor com um cargo mundialmente importante, com responsabilidades internacionalmente reconhecidas, com obrigatoriedade de manter uma postura íntegra e cadastro limpo e com ambições políticas arrojadas, que relata com exactidão a sua saída do duche no Manhattan hotel e o encontro com a jovem criada que lhe compunha os lençóis da cama, só se esquece de atestar que o homem tem pila e que, como é alias habitual nos homens, raramente está no sítio.
Se a pila deste senhor estivesse no sítio, este senhor ao sair da casa de banho e ao verificar que se encontrava a room-maid no quarto, recolhia-se novamente ao WC, fazia a barba, aparava os pêlos do nariz e cortava as unhas dos pés, dando tempo à rapariguinha para cumprir as tarefas de limpeza e arrumação. Quando saísse cá para fora, até poderia alugar um filme pornográfico no DVD on-Demand, mas isso era uma coisinha que lá ficaria com ele e com a sua pila, que enfim, também não é de ferro e sempre precisa de algum exercício.

O maior problema dos homens que raramente têm a pila no sítio, como é o deste senhor da notícia, nem são estes disparates onde são apanhados de calças na mão, o maior problema é que, quando ela é realmente precisa estar no sítio, vai-se a ver e não está lá!

É também muito interessante verificar que, as mulheres que ocupam cargos mundialmente importantes com responsabilidades internacionalmente reconhecidas, não se noticiam por atacar personal trainers, motoristas ou o luggage boy. E não é por lhes faltar a vontade, é simplesmente porque as mulheres, sem esforço e com toda a naturalidade, a têm no sítio.

Maio, Morangos, Meu-Mês #1

Textos a Maio

Quando eu era pequena, os morangos carnudos, doces, que me sujavam as mãos e a boca, só chegavam em Maio. Agora crescida, em Março já como morangos, e os morangos de Maio já não são a sobremesa da minha festa.

Menino-madruga
o pomar não foge!
( Pitangas maduras
dão água na boca.)

Menino descalço
não olha onde pisa
Trepa nas árvores
Agarrando pêssegos.
(Pêssegos macios
como paina e flor
dentadas de gosto!)

Menino, cuidado,
jabuticabeiras
novinhas em folha
não agüentam peso.
Rebrilham cem olhos
Agrupados, negros.

E as frutas estalam
- espuma de vidro
nos lábios de rosa.

Menino guloso!
Menino guloso,
ontem vi um figo
mesmo que um veludo,
redondo, polpudo,
e disse: este é meu!
Meu figo onde está?
— Passarinho comeu,
passarinho comeu …

Take away all my sadness

Fui à-beira-Tejo e ele cantou assim:

Have I told you lately that I love you
Have I told you there’s no one else above you
Fill my heart with gladness, take away all my sadness
Ease my troubles, that’s what you do

For the morning sun and all its glory
Meets the day with hope and comfort too
You fill my life with laughter, somehow you make it better
Ease my troubles, that’s what you do

There’s a love that’s defined
And it’s yours and it’s mine like the sun
And at the end of the day
We should give thanks and pray to the one, to the one

Have I told you lately that I love you
Have I told you there’s no one else above you
Fill my heart with gladness, take away all my sadness
Ease my troubles, that’s what you do

There’s a love that’s defined
And it’s yours and it’s mine like the sun
And at the end of the day
We should give thanks and pray to the one, to the one

And have I told you lately that I love you
Have I told you there’s no one else above you
You fill my heart with gladness, take away my sadness
Ease my troubles, that’s what you do

Take away all my sadness, fill my life with gladness
Ease my troubles, that’s what you do
Take away all my sadness, fill my life with gladness
Ease my troubles, that’s what you do

Tagarelas e bicharada

Hoje o ginásio estava infestado de mulheres que têm animais, bichos domésticos de trazer por casa, gatos e cães. Percebem imenso de coleiras, vacinas, remédios para a tosse, para as lombrigas, diarreias e alergias. Tratam a bicharada como se estivessem a cuidar das crianças: da cor dos olhos, do tamanho da língua, dos alimentos que comem e não comem. Falam deles como se fossem mais um homem que têm lá por casa: - o meu, não gosta nada que eu lhe feche a porta quando vou à casa de banho!
Fazem-me impressão. Fico deslocada na conversa. Sinto-me a mais. Pareço a mulher estéril num grupo de parideiras, a quem nunca será dado o prazer de brindar plateias com as gracinhas das crias.

Até gosto de bichos. Gosto de cães. Dos bondosos Perdigueiros, dos tontos dos Cocker ou da macieza dos Retriever, mas tal como se fosse um homem, não me vejo nada a ter que partilhar preocupações com esses animalejos, mesmo tendo em consideração a vigorosa opinião das mulheres no ginásio, de que são óptimos companheiros.

Papá, emprestas-me o teu blazer?

Ontem apanhei o Miguel Relvas na #SIC_Notícias, a dizer que o nível de linguagem de Catroga, (pintelhos para cá, pintelhos para lá, Sócrates hitleriano, etc), era ‘exactamente igual e na mesma medida’, à do actual Primeiro-ministro quando acusou:

…na noite passada o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, de “brincadeiras de crianças”. Num jantar com autarcas em Viseu, Sócrates apontou o dedo a Passos Coelho por mudar de posição sobre assuntos que exigem “responsabilidade e sentido de Estado”

(aqui)

O Miguel Relvas, não sei se já deu conta, mas tem um dos rostos, meneios, formas de falar e estar, expressões quer verbais quer visuais, mais abebezados que nos poderiam surgir e entrar écran dentro. Temo sinceramente que esta criança grande, e deixe que lhe diga Miguel, que os fatos que usa lhe ficam pessimamente mal e lhe dão um ar de quem roubou o casaco ao pai, seja futuramente nomeada de Ministro da Presidência, para estar comummente e intimamente ligado, à segunda carita mais acriançada do PSD, o seu presidente Pedro Passos Coelho, isto, se conseguirem chegar ao poder.
Mas se fosse só a deformação visual dos rostos destes homens a inquietar-me, enfim, com o tempo lá me conformaria. O pior meus senhores, é que este imberbe aspecto exterior, se reflecte igualmente na forma de agir, na imaturidade revelada, na inexistência de firmeza, na ausência de persuasão, na incapacidade de resistência aos ataques, na exposição escandalosa de fragilidades e na constatação lamentável, de que não acreditam sequer neles próprios.

Eu agora só acho, e até começa a estar calor, é que poderiam aliviar os nós das gravatas, desembaraçarem-se das camisas Boss e Pedro del hierro, pendurar as calças no cabide atrás da porta e vestir umas ‘teshirts’ práticas, uns calções de Lycra pretos ou azuis à Porto e calçar uns ‘chenelos’ baratinhos da feira, sei lá!
É que ficavam muito mais a condizer com o que são, com o que dizem e com o que não fazem, nem nunca farão.
Como eu costumo dizer: isto assim, não bate a bota com a perdigota!

Why Pink Floyd?

Ainda não reportei aqui, neste meu-mundo-eu, a minha completa entrega por paixão a um conjunto de homens que, pelo poder das suas vozes e pela capacidade hiper-sensorial de interpretação dos seus instrumentos, dou um cadeirão na fila de honra da minha vida e isto sim, é uma notícia importante:

Pink Floyd preparam reedição com inéditos

(aqui)

e fui confirmar ao seu site oficial:

The releases, under the banner Why Pink Floyd…?, are designed to appeal to a wide cross section of their fans, with music to excite first time listeners, while super-deluxe box sets will cater to dedicated fans, allowing them to immerse themselves in multi-disc sets, containing alternate takes, unreleased tracks, restored live concert screen films and a live recording of the legendary The Dark Side Of The Moon performance at Wembley in 1974.

(aqui)

I (Wish) ‘m sure you‘ll always (were) be here!

(das minhas favoritas)

L’oiseau c’est toi, l’enfant c’est moi

(isto é lindo!)

Dia estranho, este!

O Chico ligou-me. Reconheço-lhe a voz igual de quando eu tinha 17 anos, e ele me dizia ao telefone: – ‘Daqui a 5 minutos no Califa!’, e eu lhe pedia 10 para me arranjar. O arranjo, nem me lembro o que seria, pois aparecia-lhe sempre com o meu ar esgroviado, de jardineiras de ganga, sarapintadas de crachás do Snoopy e da Coca-Cola. E ele impecável, homem de postura militar, de mão no bolso e a outra de polegar e indicador entretidos a retorcer a ponta direita do seu bigode louro, que com inegável pachorra, aturava os meus constantes atrasos.
Hoje fiquei com a sensação que me considerava uma belíssima cliente-alvo, num projecto qualquer onde apostou, mas sobre o qual estrategicamente não me levantou sequer qualquer véu, e mo quer ‘vender’ pessoalmente.
A ver vamos, Chiquinho!

A medicina do trabalho ligou-me também. Ficou preocupada com as minhas queixas acerca do ambiente laboral que actualmente me envolve. Pela primeira vez, vejo aquela entidade a reagir às palavras de um empregado, que pela fartura ou por um rasgo de audácia, delatou situações razoavelmente desconhecidas.
A ver vamos Drº Miguel! (que por sinal, deixe que lhe diga: achei-o fantástico!)

A cabra da minha mulher-a-dias pediu-me hoje aumento de ordenado. Eu, que lhe reduzi vinte e cinco cêntimos ao preço/hora em Fevereiro, em consonância com a redução que tive no salário desde Janeiro, motivada pelo estupor da conjuntura em que vivemos, estou agora entre a espada e a parede, com a gaja. E o que dita o preço, pois claro, é mais uma vez o mercado. A fulana tem saída, é honesta, limpinha e portuguesa, e patrões necessitados não lhe faltam.
A ver vamos Dona Tina, a ver vamos!

Armei-me em Nigella Lawson, e pus-me a fazer refogados a partir das 11 horas da noite, como ela diz: - ‘Quando temos aquele ratinho cá dentro que não nos deixa dormir’
E o bacalhau está dourado, à Braz, prontinho para uma salsa fresca e um nadinha de forno mesmo antes do jantar de amanhã.

P.S. Áh e grande Sócrates, que de um em um, papa-os todos!

Já é tempo d’ embalar a trouxa e zarpar

Afinal Homens da Luta, …., muito cocó, muito cocó, mas pouco ovo, ãh!

Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie
Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie
Tiiiiiiiiiiiiii paraburibaie
Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie
Tiriririri buririririri, Tiriririri paraburibaie

Lenga-Lenga a Paulo Portas

O DEPUTADO-candidato Paulo Portas, dava o cú e cinco tostões, para estar onde está, o candidato-e-PRIMEIRO-Ministro José Sócrates, isto é, até comia a relva do chão, para passar de DEPUTADO-candidato a SÉRIO-candidato-a-Primeiro-Ministro, o que a ser possível, tornaria viável a sua almejada mudança de estado de deputado-CANDIDATO.
Uffff, mas isto não é nada IMEDIATO!

Ó Portas, atão deixaste a conta dos submergíveis pró Sócrates pagar?!

AJuntarmo-nos Todos

É urgente juntarmo-nos todos para concretizar o desígnio de construir um Portugal mais solidário, um Portugal com menos injustiças, com redução da pobreza e da exclusão social. Aquilo que nós chamamos um Portugal justo para todos.
Não podemos esquecer as zonas despovoadas e envelhecidas do interior.
Portugal ficaria muito mais pobre se nós esquecêssemos o nosso mundo rural.

Cavaco Silva a inaugurar o lar “Entardecer Solidário – Apoio Social a Idosos, na vila alentejana da Vidigueira

(aqui)

Suspeito, suspeito não, tenho a certeza, que enquanto Cavaco pronuncia estas palavras de caridadezinha aos homens e mulheres alentejanos, boquiabertos não de pasmo mas de velhos, está doidinho para voltar para o seu incólume sofá, no seu metódico gabinete de trabalho, olhar os seus escrupulosos papéis com números, onde traça mirabolantes algoritmos com extrapolações engenhosas, imaginando cenários imprevistos em futuros ficcionados, só pelo prazer de pôr em prática a sua excelsa formação financeira. Asseado, punhos de camisa imaculados, levantar-se-á do cadeirão pelas vinte horas, para se dirigir à saleta e na companhia da sua esposa Maria, tomará uma refeição ajantarada, muito ao estilo inglês.

Pedrito amua

Era uma vez um menino…

Isto:

Não será possível ter um Governo que junte PSD e PS
( aqui)

ainda vem disto:

Não voltarei a reunir com José Sócrates sem que estejam na sala outras pessoas que possam testemunhar a conversa
(aqui)

não é?
Sempre amuado, sempre amuado, que coisa!

(Olhe que eu ontem, não gostei nada de o ver a berrar, muito zangado, mesmo fulo, num comício qualquer, estava vermelhão de rosto, suado, parecia um senhor assolado com os calores da andropausa. Só me sosseguei quando percebi que era teatro, era a cena em que Sócrates o vergastou com calotes de dívidas, das quais o senhor não tem culpa nenhuma, e depois se levantava exaurido do chão cantando uma ária dorida.
Já representa bem, sim senhor!)

Nós, o novo Media

D I V U L G A R – C O M U N I C A R – C O M E N T A R – I R O N I Z A R – D I F U N D I R – A N U N C I A R – D A R – C R I T I C A R – F A L A R – L E R – O U V I R – E S C R E V E R – E D U C A R – D E D U Z I R – T R A N S M I T I R – C H E G A R – E L I M I N A R – C O N S T R U I R – E L O G I A R – D E S T R U I R

As Conferências do Estoril têm como objectivo criar um pólo de reflexão de nível internacional sobre os desafios da globalização, com particular atenção à relação entre os domínios global e local.
A iniciativa visa afirmar o Estoril, e Portugal, como ponto de encontro de algumas das mais conceituadas individualidades, organizações internacionais, universidades, centros de investigação e desenvolvimento, think tanks e organizações não governamentais.
O público-alvo das Conferências será constituído essencialmente por governantes, políticos, empresários, gestores, académicos, estudantes, jornalistas e líderes de opinião.

O projecto inclui também a atribuição de um prémio no valor de 70 mil euros à melhor publicação original sobre o tema das Conferências e um prémio, no valor de 15 mil euros, à melhor proposta de projecto de investigação apresentada em português por jovens até aos 30 anos, sobre um dos temas definidos pelo Júri.

Realizaram-se entre 4 e 6 de Maio.

( aqui )

Chico esperto

O José Rodrigues dos Santos, o gajo que acha que merece o prémio Nobel da literatura por escrever umas ficções, que tem a mania que é espertalhaço e que se julga giro por piscar o olho quando acaba de recitar o telejornal, queria forçar o Teixeira dos Santos a dizer, que o Sócrates é um mauzão, que o traz preso com uma corda e que o ameaçou de lhe dar tau-tau, se ele chamasse o FMI. O ministro, disse-lhe que se tem dado bem com o homem, que discutem, que divergem pois então, mas que têm feito um trabalho digno, impopular, mas a pensar no país.
Foi um Senhor.

Ó José aperta o laço
Ó José aperta-o bem.
Que o laço bem apertado,
Ai, ó José fica-te bem