Clint Eastwood

Clint Eastwood, fez anos ontem. Nasceu em 30 de Maio de 1930 e fez ontem, 81 anos.

Em miúda, lembro-me unicamente de o reconhecer no écran das tardes de cinema de Domingo, e ele era sempre cowboy, durão e justiceiro, de chapéu, olhos franzidos pelo Sol e sempre com uma monótona expressão facial. Comecei a adora-lo muito mais tarde, somente quando percebi o diamante precioso que era na realização de filmes e a contar histórias. A sensibilidade que me mostra em ínfimos pormenores nas mágicas personagens que cria e dirige, fazem-me habitualmente contrair o períneo num exercício de sucção de prazer, irresistível, irreprimível.
Recordo The Bridges of Madison County, que já revi um número considerável de vezes sempre com um inegável deleite, onde Eastwood foi realizador e actor, e até porque um dia, houve um homem que me disse que eu lhe lembrava a Meryl Streep, essa musa-mulher maravilhosa que, e digo eu, talvez só no nariz de judia me possa humildemente assemelhar. Mas é na Francesca que eu verdadeiramente me revejo, mas isso, o tal homem não sabia.

Sete

Sete notas musicais – Sete dias da semana – Sete cores do arco-íris – Sete pecados capitais - Sete MulheresSete Amigas – e quando perguntaram a Jesus o número de vezes que um cristão deve perdoar, ele respondeu: “até setenta vezes sete”.

A Direita que gostava de ser Esquerda

Tudo começou quando o líder do CDS afirmou que em questões sociais se sentia mais à esquerda do PSD. A resposta do lado laranja não se fez esperar. Num almoço em Penafiel, o líder laranja criticou os Governos de José Sócrates por terem constituído uma sociedade pobre com uma minoria cada vez mais rica. E, assim, na última semana de campanha, Pedro diz a Paulo que não há ninguém mais social do que ele e Paulo salta à esquerda e atira-lhe que não há ninguém mais preocupado com os pobres e desfavorecidos do que ele. (in CM)

Estes tipos da DIREITA são uma anedota!
Procuram por todos os meios identificar-se com a ESQUERDA, parecerem-se com a ESQUERDA, tomar ares de ESQUERDA, rebuscarem expressões da ESQUERDA, comportamentos de ESQUERDA, porque afinal e bem lá no fundo, têm vergonha de nesta conjuntura, se dizerem de DIREITA. Mas depois engendram um palavreado maldizente, no alto dos nós de gravata de seda com que se apropinquam, para criticar a governação socialista, social e assumidamente de ESQUERDA levada a cabo por Sócrates, deixando no entanto antever, como gato escondido de rabo de fora, como eles, os mal-assumidos-de-DIREITA, a desejariam ter feito.

Como dizia o Srº João, o meu homem do talho: – ó menina, c’um país em crise, com tanto desempregado, onde já se viu ir ganhar um governo de Direita?! Os governos de Direita, são amigos é dos patrões, não é dos empregados!

Resta Puccini

E lucevan le stelle,
e olezzava la terra
stridea l’uscio dell’orto,
e un passo sfiorava la rena.
Entrava ella, fragrante,
mi cadea fra le braccia.
Oh! dolci baci, o languide carezze,
mentr’io fremente le belle forme discogliea dai veli!
Svani per sempre il sogno mio d’amore…
L’ora e fuggita e muoio disperato!
E non ho amato mai tanto la vita!

Maio, compota de morangos, Meu-Mês #3

Adeus Maio!
Ponho-te em frasquinhos para me ir deliciando contigo, nas tostas, em ‘cadinhos’ de pão, a cobrir uma bola de gelado de baunilha, sobre o rolo de carne assada para dar brilho, no recheio dos croissants e a meter o dedo lá dentro para depois lamber.

1kg de morangos; 800 g de açúcar amarelo; casca de limão q.b.; 2 paus de canela

Lavar muito bem os morangos e retirar-lhes o pedúnculo. Cortar os morangos em pedaços. Colocá-los num tacho e juntar o açúcar, a casca de limão, e a canela.

Levar a lume brando, mexendo ocasionalmente, até formar ponto de estrada. Para saber se o doce atingiu o ponto de estrada, basta colocar um pouco dele num prato e passar a colher no meio. Se as duas metades da compota não se voltarem a unir e ficarem separadas por uma estrada, está pronto.

Retirar a casca de limão e os paus de canela e colocar a compota, imediatamente, em frascos previamente esterilizados. Tapar bem e dispor os frascos com a tampa voltada para baixo dentro de um recipiente. Acrescentar água quente (o suficiente para as tampas ficarem cobertas) e deixar assim até a água arrefecer.

Adeus Maio!

Pedro Passos Coelho e o problema do Ser. Ou do Estar?

Pedro Passos Coelho vai desculpar-me mas eu não ando à procura de um novo primeiro-ministro. Confesso que o meu grande objectivo é que este PM saia!
(Manuela Ferreira Leite em Braga)

Arre, que a gaja é bruta como uma tranca, mas é sincera!
Ó Pedro, tu já tinhas dado conta que o teu partido o que quer é isto? Ó Pedro, tu já tinhas dado conta que és um fantoche, no meio dos graúdos do teu partido? Ó Pedro, tu já te apercebeste que estes bichos mais velhos só te vão rondar a porta se tu ganhares as eleições, senão deixam-te só no meio da arena?

Eu quando digo que estou preparado para construir um Governo com não mais do que dez ministros, falo evidentemente da possibilidade de o PSD ter maioria absoluta. Claro que se não tivermos essas condições sabemos que teremos que negociar um Governo que pode ter outras exigências. Espero que não seja necessário.
(Pedro Passos Coelho em Braga)

Enoja-me esta constante mania que o Passos tem, de agradar a gregos e a troianos, nunca se sabe se quer carne ou peixe, diz aqui e depois vai ali dizer que não era bem assim. Creio aliás, que isto não é uma mania, é uma forma de ser, o tipo é mesmo assim, é dúbio, indeciso, precisa de concordar com todos para se sentir acompanhado, sintomatologia de carências afectivas, mimalhada a mais, talvez. Estou certa que, nunca será a ele a governar, deixar-se-á governar como um cordeirinho manso, ordeiro a entrar no redil, que o patrão Cavaco, habilidoso na função, vai orientar.
Prá mulher então, deve ser uma canseira: vai, não vai, quer, não quer, apetece-lhe, não lhe apetece. Credo! Tadita.

Zás! Mais velha e ora alegre ora triste…

A noção de pessoa velha ou nova só se aplica às pessoas vulgares. Todos os seres humanos mais dotados e mais diferenciados ora são velhos ora novos, do mesmo modo que ora são tristes ora alegres. É coisa dos mais velhos lidar mais livre, mais jovialmente, com maior experiência e benevolência com a própria capacidade de amar do que os jovens. Os mais idosos apressam-se sempre a achar os jovens precoces demasiado velhos para a idade, mas são eles próprios que gostam de imitar os comportamentos e maneiras da juventude, eles próprios são fanáticos, injustos, julgam-se detentores de toda a verdade e sentem-se facilmente ofendidos. A idade não é pior que a juventude, do mesmo modo que Lao-Tsé não é pior que Buda e o azul não é pior que o vermelho. A idade só perde valor quando quer fingir ser juventude.

Hermann Hesse, in ‘Elogio da Velhice’

(A todos os meus amigos, que estão comigo em pensamento, muito obrigada!)

Abortem estes tipos!

O CDS e o PSD, querem rever a lei do aborto.
– Leram bem, minhas Senhoras e meus Senhores?
– Eu digo outra vez:
O PSD e o CDS, querem rever a lei do aborto.

O PSD e o CDS querem voltar a isto:

Diz assim o jeitoso, a quem não se lhe conhecem filhos:

a reavaliação da lei do aborto é uma evidência que se impõe; in DN

E o cabeça-oca diz que:

a última lei do aborto aprovada pelo Parlamento — que despenaliza a Interrupção Voluntária da Gravidez até às dez semanas – pode ter ido um pouco longe demais; in i online

A vigente lei do aborto, na alínea e) do n.º 1 do artigo 142.º do Código Penal português, diz o seguinte:

(…) é permitida a interrupção da gravidez até às 10 semanas a todas as mulheres grávidas que o solicitem, desde que realizado em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido

Explica-nos igualmente o aborto.com que:

Despenalizar a interrupção voluntária da gravidez significa que a mulher deixa de poder ser acusada em tribunal, deixa de ser perseguida pela justiça, julgada e punida com pena de prisão.

Legalizar significa que a interrupção voluntária da gravidez deixa de ser vista como um crime.

Liberalizar significa que compete à mulher decidir, independentemente de prazos como actualmente existem relativamente às 24 semanas, quando, como e onde efectuar a interrupção de gravidez.

Existem diferenças entre estes 3 conceitos: despenalizar, legalizar e liberalizar. Estes têm diferentes limites e diferentes implicações em termos legais. Quando a lei considera, como acontece actualmente, a interrupção da gravidez a pedido da mulher até às 10 semanas de gestação, está a despenalizar esta interrupção anteriormente penalizavel caso este pedido não fosse justificável através das 3 cláusulas da lei 90/97 e dentro dos prazos nela englobados. A despenalização da I.V.G. até às 10 semanas não traduz a sua completa descriminalização, pois engloba limites, e muito menos traduz a liberalização. Despenaliza, quando respeitados todos os parâmetros descritos na lei.

A vigente lei do aborto nasce na sequência do resultado do referendo democrático, de 11 de Fevereiro de 2007, com o seguinte resultado:

Sim à despenalização: 2.238.053 (59,25%)
Não à despenalização: 1.539.078 (40,75%)

Pela análise de dados obtidos até 2010, sabe-se que houve uma redução drástica do aborto clandestino e a principal razão foi o facto deste ser gratuito no SNS, permitindo assim às mulheres que não têm recursos para pagar um aborto numa clínica privada, ter acesso a um aborto seguro e gratuito. Estimava-se que se realizassem por ano e por opção da mulher, entre 17000 a 20000 abortos em Portugal. Em 2009 realizaram-se 18951 abortos nestas condições e destes mais de 70% foram feitos no SNS.
Não houve nenhum aumento exponencial do número de abortos, as mulheres não deixaram de fazer contracepção, aliás sabe-se que 96% das mulheres que fizeram um aborto estavam a usar algum método contraceptivo (60% estavam a tomar a pílula). Um número semelhante a tantos outros países. Apenas 4% das mulheres que abortaram tinham feito 2 ou mais abortos na sua vida, ou seja, as mulheres na sua grande maioria, se tiverem acesso a métodos contraceptivos, só recorrem ao aborto quando tudo o resto falha.

EU QUERO CONTINUAR A TER DIREITO AO ABORTO GRATUITO E SEGURO EM PORTUGAL.

Café dos Blogues

Um dia, quando tiver tempo, gostava de os ir espreitar…

tirado deste sítio

Almedina Atrium Saldanha
26 de Maio de 2011, às 19h
CICLO DO CAFÉ – Café dos Blogues
A Coluna Infame
Com João Pereira Coutinho, Pedro Lomba e Pedro Mexia
Moderação: Carla Quevedo

Que tal sairmos de frente do ecrã e conversarmos de viva voz? O Café dos Blogues é o ponto de encontro de bloggers, facebookistas, twitteiros e leitores. Na última quinta-feira de cada mês, os assuntos mais falados nos blogues e nas redes sociais serão debatidos por dois convidados. Em cada sessão falaremos ainda de temas que preocupam os intervenientes nos novos meios de comunicação online, como o seu uso, a liberdade de expressão e o anonimato. Mas a conversa não fica pela mesa. O público é convidado a enviar as suas perguntas para bloguedoscafes@sapo.pt ou a colocá-las em presença e a viver a experiência esquecida de falar cara-a-cara com outras pessoas. Café dos Blogues: uma conversa de carne e osso, com coordenação e moderação de Carla Quevedo (Bomba Inteligente).

Who cares what it’s about ?

Fiquei abalada quando soube. Demasiadamente chocada.
‘dassss!

Fuck all that we’ve got to get on with these
Gotta compete with the wily ‘Chinese’.
There’s too many home fires burning
And not enough trees.
So fuck all that
We’ve go to get on with these.

7_hoje: a_biópsia é negativa pra_células filhas-da-puta.

24_hoje: a_Anabela recebeu uma transfusão_de_plaquetas; o médico continua_a_dizer que o caso é dos_mais_graves.

23_ontem: a_Anabela foi hospitalizada_foi de repente_diz que tem uma leucemia galopante e 20% de hipóteses de continuar_a viver temos em comum a mesma idade_ 2 filhos_o_trabalho_e_alguma amizade; a_Anabela ainda agora estava aqui_connosco e de repente, está afinal a fazer quimioterapia_numa_cama_de_hospital; isto_é_tudo muito rápido, não_é?

Anorexia

in postsecret.com

Hoje almocei com uma família funcional, com um pai, uma mãe, uma filha e um filho. Pais com rendimentos altos, filhos a estudarem no ensino particular, católicos, carinhosos, casa própria numa zona cara de Lisboa, casa de férias, 3 carros, férias no estrangeiro, vida organizada, limpa.
A filha, a mais velha, estudante de Nutricionismo numa universidade privada, apresentava sinais claros e simultaneamente chocantes de anorexia. Esquelética, pálida, revelava no entanto autodeterminação na sua postura.
À mesa, reparei de soslaio que petiscou. Reparei igualmente que, os pais com uma descrição mais medrosa que respeitosa, pesaram mentalmente as quantidades de alimento que a garota ingeriu. Percebi que têm medo dela, da suspeita da doença dela. A mãe trazia uma cara triste e o olhar para baixo, o pai brincou com a situação enquanto devorou uma travessa de cozido à portuguesa, mais por raiva do que por fome, pareceu-me.

Apercebi-me da avalanche de preocupações que deve ter entrado nesta família funcional, e eu sou fã de ver famílias funcionais nos outros. ‘Foi uma coisa de repente’, disse-me a mãe, entre-dentes. Compreendi-lhe o receio, a incapacidade para lidar com esta nódoa imprevisível nos seus planos.
Apoiei-lhe o braço ao despedir-me e desejei-lhe boa sorte.

Que idiotice, quando ela precisava era que Deus, que não existe, descesse à Terra e se sentasse com a sua filha e a convencesse a mudar de vida!

A Verdade, toda a Verdade, nada mais que a Verdade

Este artigo de Porfirio Silva, numa explicitação magnificente, não é para ser lido por toda a gente. É para ser lido, por quem tem o dom do entendimento da razão:

Uma das razões pelas quais o governo português queria evitar, ou pelo menos atrasar, o pedido de ajuda externa consistia na percepção de que Portugal seria o primeiro beneficiário de uma nova estratégia da UE e da zona euro, que optasse por uma protecção mais eficaz de todos os seus membros face aos ataques especulativos. Essa nova estratégia, quer da UE quer do FMI, permitiria ou evitar a necessidade de ajuda, ou fazer com que as condições da ajuda tivessem menos efeitos recessivos e fossem mais amigas do crescimento. Esse percurso político na cena europeia estava a ser feito – mas devagar, por haver outros governos que, à beira de eleições, não queriam aprofundar esse tema junto dos seus eleitorados. O chumbo do PEC IV, com a consequência do derrube do governo, teve também a intenção de evitar que essa espera táctica desse resultado: se isso salvasse Portugal da ajuda externa, ou tornasse a ajuda externa mais doce, esse facto salvaria também Sócrates – e isso era algo que as oposições de todo não queriam.

in Machina Speculatrix renegociar a dívida como tema de campanha eleitoral

How many children does it hurt?

Lá estão eles a falar alto,
Espero que seja apenas um desacato
Estou no meu quarto, neste buraco,
E rezo para que acabe de imediato
A gritaria, está tudo errado,
Como não percebem que não é acertado
As discussões, é tão escusado.
Quantas vezes demonstrei meu desagrado.

Meu pai atira o prato, minha mãe grita,
Tão forte a gritaria, fica feia a briga
Tapo os ouvidos, rezo para que consiga,
Não ouvir nem um pouco do que a casa me obriga
Peço ajuda, mas nem sei a quem,
Meu irmão é mais pequeno e está a chorar também
Vou enfrentar, talvez faça bem.
Vou é embora. Adeus pai e mãe!

Vou-me embora desta casa
Pois não foi isto que sempre quis
Levo a boneca e a esperança
De encontrar a família feliz

Vou-me embora desta casa
Não foi isto que desejei
Levo a boneca e a esperança
Essa família encontrarei!

Saltei pela janela, vivo no rés-do-chão
Disse que voltava logo, mas menti ao meu irmão
Tenho medo da noite mas, está seguro
Pois trago a boneca, que protege do escuro
O caminho é duro, mas sei que é em frente
Vou seguir aquela estrela que é mais reluzente
Vejo uma casa algo me diz que é aquela
Espreito pela janela e como é bela
Uma família toda reunida,
A mãe, o pai, o filho, e a casa é linda
Todos sorridentes, acho que encontrei
É mesmo esta a família que sempre desejei
E um cãozinho de um lado para o outro
Vou bater à porta, para a casa não volto!
Mas que carro é este que se está a aproximar?
É o meu pai e vai-me matar

“Para casa! Já! Bora! Estás a ouvir?”

De volta a casa, o meu irmão sorri
A minha mãe me abraça e parece feliz
O meu pai diz: “é a educação que dás!”
Minha mãe responde: “ou a que tu dás?”
O meu pai grita e diz que está farto
Pego na mão do meu irmão e levo para o quarto
“Mano temos de aproveitar”
Vamos saltar pela janela, e recomeçar

Pois eu sei onde está a família feliz,
Aquela que eu sempre quis!
Pois eu sei onde está a família feliz,
Aquela que eu sempre quis!
Pois eu sei onde está a família feliz,
Aquela que eu sempre quis!
Pois eu sei onde está a família feliz,
Então vou ser feliz!

Compras Pós-Debate

Dizia-me hoje o Srº João, o meu homem do talho, assim:

- ó menina, c’um país em crise, com tanto desempregado e com tanta miséria, onde já se viu ir ganhar um governo de Direita?! Os governos de Direita, são amigos é dos patrões, não é dos empregados!

Eu, ainda de beiço caído por ter visto Sócrates ontem à noite, a ser injustamente maltratado por um badameco que não tem onde cair morto, animei-me com aquele desabafo do Srº João:

- pois é Srº João, tem toda a razão. aliás, quando noutros tempos de crise veio um homem de Direita garantir o equilíbrio das finanças, veja lá por quanto tempo ele ficou e como sacrificou o país! Ainda se lembra Srº João?

E ele, enquanto me cortava as tirinhas de entrecosto, que vou assar no forno temperadas de azeite e alho, anuía com a cabeça:

- se me lembro menina, se me lembro… sabe menina, sou comunista, sempre fui, mas agora voto Sócrates que ele merece. muito fez ele, com tantas crises que lhe bateram à porta! as pessoas esquecem-se como subiu o petróleo, e como nada parou neste país, esquecem-se do rendimento que tantos passaram a ter, esquecem-se que quando partem uma perna vão para o hospital e ninguém os manda para trás, esquecem-se que podem mandar os filhos à escola, porque há um professor para os receber!

Ensacou-me as tirinhas dispostas numa fila certa, com o mimo de umas mãos sábias e o pensamento na política, pão-nosso-de-cada-dia.

- mais alguma coisinha menina?

- mais 8 salsichas frescas Srº João, que levo aqui uma couve lombarda fresquinha!

Debate Fatal

Pedro Passos Coelho, hoje e amanhã até à hora do debate fatal deve estar a estudar.
Cheira-me é que não está realmente a estudar a matéria. Os amigos Professores que ele tem, emprestaram-lhe uns testes resolvidos dos anos anteriores e ele está, é a decorar as respostas.

‘Há-des’ ir longe, ‘há-des’!

Quem com ferro mata com ferro morre

O José Manuel Fernandes faz-me impressão.
Habitei-me a lê-lo no Expresso, segui-o no Público, concordei com a sua vigorosa opinião a favor da intervenção militar no Iraque pelos Estados Unidos, gostava de o ouvir como comentador na televisão. Achava-o sensato, pouco espalhafatoso, assertivo nos pareceres e simpático na discussão.
Desde que se deu a escandaleira dos barulhos que Cavaco supostamente escutava pelos corredores de Belém, mais os marotos dos hackers que lhe assaltavam o computador, a sua vida mudou. Mudou, digo eu, e se não mudou, ele pelo menos alterou-se completamente.
Sigo-o nas redes sociais, espaços que frequento cada vez menos, e o pouco tempo que lhes dedico direcciona-se agora para alvos muito específicos do meu interesse: notícias, inovação, criatividade e trending topics.
Sempre que apanho um post ou um twitte do José Manuel Fernandes, sabe-me a ranço.
Credo, é demais!
Deixa transparecer um ressabiamento odioso em tudo o que escreve, com uma incidência compulsiva, qual foco de 1000 Watt, sobre Sócrates e o seu partido. Já não é um crítico razoável e pragmático. Não lhe revejo ponderação e racionalidade. Age tolhido pela emoção, ferido, sem hipótese de cicatrização.

Sempre que o leio franzo o nariz, jeito meu, claro. Lembra-me uma esposa que foi largada por um marido, quis o destino decidiu partir, parece uma mulher sozinha há um ror de anos, roída de ciúme doentio sem que o tempo lhe amacie o coração, áspera e seca.
Vejo-o confiante que o PSD-Cavaqueiro volte ao poder. Sente-se-lhe vontade de vingança, uma esperança de regressar a lugares de onde foi renunciado.

Não gosto nada deste José Manuel Fernandes e espero sinceramente, que a ser assim, não volte mesmo.

Slamball e o slum dunk a Passos Coelho

Novamente passei um debate.
Desta vez troquei-o pela nova devoção do meu filho que é assistir a jogos de Slamball. Nunca tinha visto nada daquilo, fiquei rendida, e prometi aos meus rebentos que um dia, (não sei qual será o dia, porque com o pressentimento de que as finanças caseiras vão entrar em franca depressão, vai ser mais fácil o sonho eclipsar-se, mas…), iríamos a LA assistir de bancada a uma partida daquele fantástico jogo.
O Slamball é um novo desporto cheio de adrenalina, acção e de voos espectaculares, que até aqui, só me pareciam possíveis nos video-jogos. O Slamball, combina elementos do basketball, futebol americano, hóquei e ginástica num único desporto, tornando-o num jogo cheio de acção e absolutamente competitivo.
Opõe duas equipas de 4 jogadores numa espécie de campo de basket sofisticado: tem um court equipado com trampolins junto às tabelas, que eleva os jogadores a alturas inimagináveis para grandes afundanços num cesto de basket e uma parte central onde o chão é semelhante a um comum campo de jogos. Nas zonas de trampolins, existem igualmente uns tapetes especiais que absorvem o impacto das quedas fruto das placagens agressivas neste desporto full-contact.
Cada partida é composta por quatro partes de 5 minutos, onde a acção é non-stop. Os pontos marcam-se como no basketball mas com a particularidade de um afundanço (slam dunk) valer 3 pontos.
A liga de Slamball, tem neste momento seis equipas: Rumble, MOB, Bouncers, Hombres, Maulers e Slashers.

E aqui estão umas fotos ilustrativas, desta amazing invenção americana, e é por isso que eu continuo a adorar aqueles guys!

By the way, disse-me um passarinho que o Louçã fez um grande slum dunk ao Passos Coelho. Boa!
– Ó Louçã, diz-me lá uma coisa, e nem sequer foi preciso uma grande impulsão no trampolim, pois não?